segunda-feira, 17 de outubro de 2016

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS DO MUNDO

Os cinco maiores problemas ambientais do mundo e suas soluções: Poluição do ar, desmatamento, extinção de espécies, degradação do solo e superpopulação representam grandes ameaças, que devem ser resolvidas para que o planeta continue sendo um lar para todas as espécies.
1. Poluição do ar e mudanças climáticas O problema: a atmosfera e os oceanos estão sobrecarregados de carbono. O CO2 atmosférico absorve e reemite radiação infravermelha, o que faz com que o ar, os solos e as águas superficiais dos oceanos fiquem mais quentes –em princípio, isso é bom: o planeta estaria congelado se isso não acontecesse. Mas há muito carbono no ar. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento para a agricultura e as atividades industriais aumentaram as concentrações atmosféricas de CO2 de 280 partes por milhão (ppm), há 200 anos, para cerca de 400 ppm. Isso é um aumento sem precedentes, tanto em escala quanto em velocidade. O resultado: perturbações climáticas. O excesso de carbono é apenas uma forma de poluição do ar causada pela queima de carvão, petróleo, gás e lenha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou recentemente que uma em cada nove mortes em 2012 está relacionada com doenças causadas por agentes cancerígenos e outros venenos presentes no ar. Soluções: substituir os combustíveis fósseis por energia renovável; reflorestamento; reduzir as emissões originadas pela agricultura; alterar processos industriais. A boa notícia é que a energia limpa é abundante – ela só precisa ser estimulada. Muitos afirmam que um futuro com 100% de energia renovável é possível com a tecnologia já existente. Mas há uma má notícia: embora a infraestrutura de energia renovável – painéis solares, turbinas eólicas e sistemas de armazenamento e distribuição de energia – esteja se tornando cada vez mais comum, barata e mais eficiente, especialistas dizem que essas tecnologias não estão sendo utilizadas no ritmo necessário para evitar uma ruptura climática catastrófica. Dificuldades políticas e financeiras ainda precisam ser superadas.
2. Desmatamento O problema: florestas ricas em espécies estão sendo destruídas, especialmente nos trópicos, para muitas vezes abrir espaço para a criação de gado, plantações de soja ou de óleo de palma, ou para outras monoculturas agrícolas. Cerca de 30% da área terrestre do planeta é coberta por florestas – isso é cerca de metade do que existia antes de o início da agricultura, 11 mil anos atrás. Cerca de 7,3 milhões de hectares de floresta são destruídos a cada ano, principalmente nos trópicos. Florestas tropicais costumavam cobrir cerca de 15% da área terrestre do planeta. Atualmente elas cobrem de 6% a 7%. Grande parte do que sobrou foi degradado pela derrubada de árvores ou queimadas. As florestas naturais não atuam apenas como reservas da biodiversidade, eles também são reservatórios, que mantêm o carbono fora da atmosfera e dos oceanos. Soluções: conservar o que resta das florestas naturais e recuperar as áreas degradadas com o replantio de espécies arbóreas nativas. Isso exige um governo forte – só que muitos países tropicais ainda estão em desenvolvimento, têm populações crescentes, carecem de um Estado de Direito e sofrem com nepotismo generalizado e corrupção quando se trata do uso da terra.
3. Extinção de espécies O problema: em terra, animais selvagens estão sendo caçados até a extinção para a obtenção de carne, marfim ou para a produção de produtos "medicinais". No mar, grandes barcos de pesca industrial, equipados com redes de arrastão ou de cerco, estão dizimando populações inteiras de peixes. A perda e a destruição de habitat também é um fator importante para a onda de extinção – algo sem precedentes se for considerado que ela está sendo causada por uma única espécie: os humanos. A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de espécies ameaçadas continua a crescer. Espécies não apenas têm o direito de existir, elas também fornecem produtos e "serviços" essenciais para a sobrevivência humana. Um exemplo são as abelhas e seu trabalho de polinização, necessário para o cultivo de alimentos. Soluções: esforços conjuntos devem ser feitos para evitar a diminuição da biodiversidade. Proteger e recuperar habitats é apenas um lado da questão – combater a caça e a pesca ilegais e o comércio de vidas selvagens é outro. Isso deve ser feito em parceria com populações locais, para que a conservação da vida selvagem seja do seu interesse, tanto social como econômico.
4. Degradação do solo O problema: a exploração excessiva das pastagens, as monoculturas, a erosão, a compactação do solo, a exposição excessiva a poluentes, a conversão de terras – a lista de maneiras como os solos estão sendo danificados é longa. Cerca de 12 milhões de hectares de terras agrícolas são degradados seriamente todos os anos, de acordo com estimativas da ONU. Soluções: há uma vasta gama de técnicas de conservação e restauração do solo, como plantio direto, rotação de culturas e a construção de "terraços" para controle da erosão pluvial. Considerando que a segurança alimentar depende da manutenção dos solos em boas condições, é provável que este desafio seja solucionado no longo prazo. Ainda é uma questão em aberto, porém, se isso vai beneficiar igualmente todas as pessoas ao redor do globo.
5. Superpopulação O problema: a população humana continua a crescer rapidamente em todo o mundo. A humanidade começou o século 20 com 1,6 bilhão de pessoas. Hoje são cerca de 7,5 bilhões. Estimativas indicam que a população mundial crescerá para quase 10 bilhões até 2050. A combinação de crescimento populacional com ascensão social está pressionando cada vez mais os recursos naturais essenciais, como a água. Grande parte desse crescimento está ocorrendo no continente africano e no sul e leste da Ásia. Soluções: a experiência tem mostrado que quando as mulheres têm o poder de controlar a sua própria reprodução e ganham acesso à educação e a serviços sociais básicos, o número médio de nascimentos por mulher cai significativamente. Se forem feitos corretamente, sistemas de assistência podem tirar mulheres da pobreza extrema, mesmo em países onde a atuação do Estado permanece deficiente.
(Fonte: UOL Notícias – Ciência e Saúde)

domingo, 25 de setembro de 2016

As Olimpíadas Rio 2016 e a mensagem da preservação ambiental

A Tocha Olímpica iluminou o Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Percorreu rios, lagos, morros, florestas tropicais, caatinga, campos e cerrados. Após mostrar com muita luz, cor e música a diversidade cultural do Brasil, a temática do espetáculo de abertura da RIO’2016 mudou e abordou as mudanças climáticas que o país e o mundo enfrentam. A emissão de gases de efeito estufa, o degelo dos polos, a elevação do nível do mar e o aumento da temperatura entraram em cena para alertar por um mundo mais sustentável. O Brasil deu seu recado na grande festa da Abertura das Olimpíadas RIO’2016. E não podia ser diferente. Mundialmente conhecido pela exuberância natural, por sua biodiversidade e até pelo contraste entre riqueza e bolsões de pobreza, o Brasil mandou bem e abriu os Jogos com “tocha” de ouro. A mensagem deixada para quem estava presente no Maracanã ou diante da tevê no mundo inteiro foi forte e intensa. O show muito bem preparado durante mais de um ano falou do convívio com as diferenças para além das fronteiras, do esgotamento dos recursos naturais, da união entre os povos e da paz, que é um dos principais pilares do espírito olímpico. Mas os contrastes e paradoxos são próprios do Brasil. A cerimônia de abertura mais verde e mais ecológica da História dos Jogos Olímpicos foi justamente numa cidade que não fez o dever de casa quanto ao saneamento básico. Desprezou o legado ambiental mais importante, a despoluição da Baía de Guanabara. Cerca de 4 bilhões de habitantes de 220 países do Planeta Terra receberam uma aula sobre origem da vida, valor das florestas, diversidade biológica e aquecimento global. Atletas de todos os países foram convidados a depositar sementes em pequenos tubos que serão a gênese de uma nova floresta no bairro de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro. A semeadura dá um recado aos humanos que colocam fogo na florestas, desmatam matas ciliares, garimpam e poluem rios e fazem do lixo foco de contaminação de mananciais e desperdício de recursos naturais. Todos os atletas que participaram da cerimônia de abertura receberam uma semente ao entrar no campo. Essas sementes, de 207 espécies, serão plantadas no local em que hoje está instalado o Parque Radical, no Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta dos Atletas. 12 mil atletas depositaram sementes em totens espelhados que “floresceram” e se transformaram nos arcos olímpicos. Foram levadas ao Maracanã cerca de 15 mil sementes (houve esportista que depositou mais de uma) de 207 espécies, que representam os 206 países e o time de refugiados que participaram da Olimpíada. Boa parte é de árvores frutíferas e, em agosto do ano que vem, as mudas serão plantadas no Parque Radical de Deodoro, para dar origem à chamada Floresta dos Atletas. A ideia da semeadura surgiu de uma conversa entre os diretores da cerimônia de abertura, o cineasta Fernando Meirelles, Daniela Thomas e Andrucha Waddington. Mereirelles lembrou que o Brasil ocupa uma vergonhosa sétima posição entre os países mais poluidores do planeta (neste ranking, as nações da Europa formam um bloco). Quando foram depositadas nos totens, as sementes ficaram protegidas por camadas de argila, o que caracteriza um processo chamado por biólogos de peletização. Assim, elas ficam conservadas, só germinando após receberem água. A coleta levou um ano e meio. Do Maracanã, as sementes foram transportadas em caminhões para uma fazenda da Biovert, empresa de engenharia florestal contratada para cuidar das mudas. Em Silva Jardim, no Norte Fluminense, muitas já começaram a ganhar folhas. Dentro de uma estufa, com terra adubada e irrigação constante, surgem grãos-de-galo e ingás-cipós. Estamos cuidando também de espécies ameaçadas, como o pau-brasil e o palmito-juçara. Entre as sementes de árvores frutíferas, recebemos pitanga, cambucá e mamão-de-jaracatiá. Há, ainda, ipês amarelos e roxos — explica a bióloga Úrsula Taveira, que trabalha no local Ao atingirem 50 centímetros de altura, as mudas serão levadas para o plantio, em Deodoro. Há sementes que demoram meses para germinar, como a do pau-brasil. Um dos objetivos da criação da Floresta dos Atletas é ampliar a biodiversidade. De acordo com o projeto de plantio, árvores que não precisam tanto de sol serão colocadas ao lado de outras que, mais altas, dependem mais dele. Uma vez plantadas em Deodoro, as mudas continuarão sob os cuidados da Biovert por um período que poderá variar de um ano e meio a três anos. Depois, caberá à população proteger as árvores. O prazo previsto para que a Floresta dos Atletas faça jus ao nome é de seis anos. (Fonte: Folha do meio ambiente )

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Palestra gratuita no SESC Engenho de Dentro - 24/05

Palestra sobre Meio Ambiente dia 24/05 no teatro do SESC Engenho de Dentro - RJ, a partir das 18:00 hs com o convidado Tulio Schargel, com o tema "O BIOMA MATA ATLÂNTICA" e apresentação do documentário "Mata Atlântica e o Ciclo da Vida".LIVRE. IMPERDÍVEL!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

SISTEMA SESC RJ - EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A maioria da população sabe que a questão da preservação ambiental é uma preocupação constante para a população mundial, mas principalmente para os educadores. Está pronto para votação na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) o PLS 221/2015, que estabelece a criação da disciplina de Educação Ambiental nas escolas de ensino fundamental e médio. Caso seja aprovada, a matéria ainda será avaliada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). De autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o projeto modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para transformar o tema da educação ambiental em uma matéria obrigatória para os alunos de todas as séries dos níveis fundamental e médio. Atualmente, as escolas são orientadas apenas a tratar de princípios do assunto de forma integrada a outros componentes curriculares. Em sua justificativa para a proposição, Cássio Cunha Lima diz acreditar que a criação de uma disciplina específica é a melhor maneira de transmitir conhecimentos ambientais às novas gerações de forma efetiva. Enquanto isto, algumas entidades já propõe de forma concreta esta atividade de conscientização com crianças e jovens em suas unidades: é o caso do SESC RJ, que desenvolve um belo trabalho. Segundo a professora e ambientalista Fátima Cristina da Cunha Pereira, da unidade SESC Engenho de Dentro, "O projeto tem como objetivo criar ou manter espaço verdes. Proporcionar às crianças vivências de cuidado e aprimoramento do espaço verde do entorno, desenvolvendo a consciência e sensibilização ecológica através da produção de alimentos, redução e reutilização". Através do plantio de hortaliças e verduras, as crianças cuidam, colhem e se alimentam do próprio alimento cultivado por elas. É uma verdadeira 'inovação' - e porque não dizer reeducação alimentar e de costumes - para esta nova geração totalmente presa à vida urbana e longe de costumes saudáveis. PARABÉNS, SESC! VOCÊS REALMENTE 'FAZEM A DIFERENÇA!"
(Informações complementares: MSN / IG )

INOVAÇÃO: Casa feita de 'papelão'!

Papelão é pouco resistente, certo? Errado! O estúdio holandês 'Fiction Factory' apresentou seu novo modelo de micro-habitação, uma casa feita de papelão que, segundo seus criadores, pode durar até cem anos. Chamada de Wikkelhouse, a casa é feita de papelão corrugado fixado com cola ecológica em várias camadas resistentes e isoladas formando anéis modulares que permitem mais versatilidade na criação do ambiente. Após a fabricação de toda a estrutura em papelão, os módulos são transportados ao terreno para uma montagem que leva apenas cerca de dois dias. Após a montagem, o papelão é revestido com uma película impermeável e respirável chamada de miotex, responsável por manter a durabilidade da estrutura. Após a aplicação do material, são instaladas ripas de madeira no lado exterior da casa enquanto internamente as paredes levam um revestimento de chapas de madeira compensada com um design minimalista. Ambientes de áreas molhadas como cozinhas e banheiros são feitos com a utilização de equipamentos inteligentes muito utilizados nesse tipo de habitação. Cada módulo terá um custo inicial de US$ 4,5 mil dólares - modelos devem estar disponíveis em breve. Os arquitetos agora trabalham em uma versão completamente “off grid” (autônoma em termos de sistemas de energia e água) e ampliarão ainda mais a capacidade do projeto. “Papelão é um material muito desvalorizado. Não há nenhum outro material de construção tão leve, forte e isolante. A maioria das pessoas pensa no papelão como uma caixa ou um pacote de correio. Muitos tentam argumentar que não é possível utilizá-lo em construções. Mas pode ser excelente. Nós simplesmente não estão acostumados a isso ainda.” contam os desenvolvedores do projeto. Além do design de qualidade e da durabilidade prometida pelo modelo, o material utilizado, além de menos impactante, é 100% reciclável. Ou seja, quase todo o material empregado na construção pode ser reaproveitado ou reciclado posteriormente, gerando uma quantidade consideravelmente menor de resíduos comparada à de construções convencionais.
(Fonte: MSN notícias )

terça-feira, 17 de maio de 2016

TINTA ANTI-POLUIÇÃO INOVA CIÊNCIA

Uma tinta que absorve a poluição está sendo testada, em Roma. Esse é o tema dos correspondentes na Itália, Ilze Scamparini e Maurízio Della Costanza(Rede Globo) A tecnologia nova está sendo desenvolvida por cientistas de uma universidade italiana e já está em algumas áreas turísticas da cidade. Na lista das 20 cidades mais poluídas da Europa, uma das medidas adotadas pela prefeitura de Roma, foi apostar na microtecnologia contida em uma tinta. A primeira experiência na capital italiana aconteceu em uma passagem subterrânea, há mais de oito anos. O túnel Umberto I, de 9 mil metros, continua branco. Ele foi inaugurado em 1902, para se chegar mais rápido à praça Di Spagna, da colina do Quirinal, e possui um tráfego intenso. O que parece uma simples tinta pode se tornar um instrumento eficaz contra a poluição. Feita a base de cimento, e de um princípio ativo fotocatalítico, a tinta é capaz de "engolir" a poluição do ar e reduzir pela metade. Os testes de laboratório mostram os gases de escapamento entrando numa caixa de acrílico, que reproduz um prédio pintado com a tinta antipoluição. Assim que a luz é acesa, ativa as substâncias presentes na tinta, como o dióxido de titânio, reduzindo imediatamente os níveis dos poluentes, em mais de 50%. Assim que a luz é apagada, os níveis voltam aos valores iniciais. O mesmo acontece com a pintura e as partículas contaminadas. A combinação da luz natural com o produto, cria oxidantes radicais que interagem com esses poluentes do ar e os transformam em moléculas de sal. A tecnologia funciona também com a luz artificial. Três semanas antes da pintura do túnel, foi feita uma pesquisa sobre os níveis da sujeira do ar lá dentro. Depois de pintado, uma nova pesquisa revelou um corte de 51% dos gases poluentes. Se alguém atravessar, a pé, os 400 metros deste túnel, vai sentir que o cheiro de gás carbônico realmente diminuiu. A invenção foi apoiada pelas pesquisas da faculdade de engenharia química da universidade de Roma, La Sapienza, e está sendo usada para obras públicas. Os estudos indicam alguns cálculos. Uma parede de um metro quadrado pintada com a tinta antipoluição possui o mesmo efeito de uma árvore alta. Cem metros quadrados eliminam os gases poluentes produzidos em um ano por 12 automóveis. Dentro de casa, a tinta pode comer bactérias, vírus e fontes de mal cheiro em até 90%. A tinta está sendo testada em superfícies de metal. Em breve, até os carros poderão engolir a poluição que produzem. Em metrópoles como esta, onde o número de automóveis é quase igual ao de pessoas, pode fazer diferença. Os romanos agradecem. As obras de arqueologia e arte também.