segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Madeira sustentável na Amazônia - Greenpeace Brasil

Madeira sustentável na Amazônia: é real e saiu do papel



Há quatro anos, uma lei que garante sistema de concessão pública de florestas para exploração de madeira de baixo impacto na Amazônia tornava-se letra. Há pouco mais de um mês, a letra finalmente saiu do papel.

Segundo nos informa o jornal Folha de S. Paulo, a Florestal Nacional do Jamari, em Rondônia, foi a primeira a ter uma árvore abatida pelo novo modelo – pioneiro no Brasil, de concessão, pelo qual madeireiras detém o direito de explorar a área por 40 anos respeitando regras do manejo chamado de baixo impacto – extração mínima e tempo para recuperação e crescimento das árvores. Em troca, as madeireiras pagam royalties de exploração ao governo.

Lentidão na justiça e falta de infra-estrutura para colocar em prática o sistema estão entre os fatores que tornaram o início do processo tão lento. Apesar da boa notícia, a história não pareceu de muita relevância para a candidata do governo Dilma Rousseff (PT), que em evento de lançamento de sua plataforma ambiental, ignorou o fato.

Será completa falta de conhecimento sobre o que acontece com a Amazônia?

Ler mais: http://www.myspace.com/maggiegrazi/blog?bID=540155035#ixzz13OPYQb4n

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PLANTAS EM EXTINÇÃO...

A biodiversidade aponta o culpado

Notícia - 29 set 2010
Pesquisa inglesa conclui que um quinto das espécies de plantas do mundo está ameaçado de extinção. E que o grande responsável é o homem.


©Greenpeace

Um estudo de cinco anos conduzido por pesquisadores do Jardim Botânico Real, na Inglaterra, concluiu que mais de um quinto das espécies de plantas do mundo estão hoje sob ameaça de extinção. O anúncio, fruto do mais completo relatório já elaborado sobre o tema, acontece às vésperas do encontro da ONU sobre biodiversidade, em Nagoya, no Japão.

Para a pesquisa foram usados os arquivos do Jardim Botânico e do Museu de História Natural de Londres, que juntos reúnem cerca de 13 milhões de espécies, e dados da organização União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Os resultados apontam a atividade humana – entre elas, agricultura e desmatamentos - como sendo a principal causa de ameaças a mais de 380 mil espécies do mundo, com impressionantes 81%, contra 19% de responsabilidade de causas ditas naturais. Florestas tropicais estão no topo das mais ameaçadas.

“Estas conclusões reforçam a necessidade de tomarmos ações urgentes para acabar com desmatamentos até 2020, não apenas por causa da biodiversidade da flora, mas também por conta das mudanças climáticas”, diz Christoph Thies, coordenador da Campanha de Florestas.

“No mundo, a cada dois segundos, uma área de florestas do tamanho de um campo de futebol desaparece. O desmatamento é a causa de um quinto das emissões de gases de efeito estufa globais, mais do que todos os carros, aviões e trens do mundo somados”, complementa Thies.

Representantes de 193 países estarão reunidos em Nagoya para a 10ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. O objetivo é o de chegar a metas comuns de redução das perdas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Seca nossa de cada dia

FONTE: GREEN PEACE BRASIL
Notícia - 24 set 2010
Vazante nos rios deixa 21 municípios do Amazonas em situação de emergência. Sem políticas estruturais para a região, comunidades ficam vulneráveis a cada ano.

A coleta do Censo do IBGE anda atrasada no Amazonas, e não é só pelas imensas dimensões do estado. Segundo o instituto, a vazante dos rios tem feito os recenseadores se desdobrarem para alcançar alguns pontos da Zona Rural. Com o leito seco em muitos rios e igarapés, é difícil chegar aos domicílios. O Amazonas está em último lugar na contagem de casas que já foram visitadas por todo o Brasil.

“Os barcos maiores não estão passando em muitos igarapés. Só dá para ir de canoa. E às vezes, nem isso. Tive que ir a pé para chegar em algumas comunidades”, conta Alcione Lopes, de 34 anos e que está fazendo o recenseamento na zona rural de Manaquiri. Não está sendo fácil, e alguns trajetos que ela faria em 15 minutos de barco têm levado uma hora de pé no chão. “Para atravessar é muito ruim, pois os igarapés que secaram ficaram cheias de poças de lama. Em alguns lugares, cheguei a ficar com lama até a metade da perna. Meu cronograma era fazer 15 casas por dia, mas desse jeito não faço nem oito”.

Se os recenseadores têm enfrentado obstáculos, quem está do outro lado da margem sofre ainda mais. Até agora, a Defesa Civil decretou situação de emergência em 21 municípios do estado – a maioria na porção oeste – afetando mais de 140 mil pessoas. Isoladas, muitas comunidades ficam sem água, transporte ou alimento, pois é dos rios que elas tiram esses recursos e é por eles que transitam. Doenças como diarreia, dengue e malária se espalham com mais facilidade. “Essas pessoas dependem do rio para beber e comer. A vida delas gira em torno desses leitos. Quando secam, a situação fica difícil”, observa Alcione.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o ponto mais crítico da vazante esse ano foi no oeste do estado do Amazonas, em Tabatinga, por onde passa o rio Solimões. Lá, o leito ficou 36 centímetros abaixo da marca de 1963, quando a estiagem bateu recordes na região. Mas de acordo com técnicos do CPRM e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o nível dos rios já voltou a subir com as chuvas dos últimos dias. A previsão é que, por conta do La Niña, as chuvas sejam antecipadas esse ano.

O fenômeno das cheias e da vazante é comum nos rios amazônicos, em uma região que todo ano passa por períodos de seca e de precipitações. A Defesa Civil, inclusive, já está acostumada a operações desse tipo, tanto em época de estiagem, como em enchentes. Mas em alguns anos, a situação piora. Ano passado, por exemplo, o órgão teve trabalho redobrado quando 58 dos 61 municípios do Amazonas anunciaram situação de emergência frente as águas que não paravam de subir. Em 2005, a seca também castigou com proporções sem precedentes.

Eventos extremos como esse prometem se tornar mais comuns daqui para frente. Ainda que não dê para afirmar com todas as letras que esses fenômenos estão ligados às mudanças climáticas, os impactos do homem no meio ambiente têm gerado inegáveis desequilíbrios nos ecossistemas e ciclos naturais.

Esse ano, o governo já anunciou que deve liberar cerca de R$ 4 milhões para cobrir os problemas causados pela estiagem no Amazonas. Quando as enchentes chegarem, mais alguns milhões devem tapar os novos estragos. Aguardando a liberação dos recursos, a Defesa Civil espera começar uma operação semana que vem nas áreas mais críticas, levando mantimentos, remédios, produtos de higiene pessoal e purificadores de água.

Quando vêm com força, tanto a seca quanto a subida dos rios traumatizam quem está na linha de frente. Mas isso passa, com ajuda dos recursos que brotam para tapar o sol com a peneira. Quanto às mudanças estruturais que poderiam evitar prejuízos nas temporadas seguintes, ninguém fala nada.

Como parte do trabalho que desenvolve na Amazônia, o Greenpeace está acompanhando os altos e baixos da estiagem esse ano, usando dados de órgãos que fazem esse monitoramento.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A AMAZÔNIA

floresta
A amazônia sob nova direção
Começa a vigorar a concessão de florestas ao setor privado, a maior aposta do governo para conciliar geração de riqueza com conservação. No papel, o modelo é o que há de mais moderno - resta saber se vai funcionar na prática
No meio de uma densa área de mata tropical na porção noroeste do estado de Rondônia, um grupo de 40 pessoas aguardou ansiosamente por cerca de três semanas pela chegada de um sinal. No último dia 10, ele finalmente veio. Era o que elas precisavam para, num ritmo frenético, começar a derrubar cerca de 7 000 árvores do bioma amazônico. São ipês, angelins, cedros e cumarus de dezenas ou centenas de anos que virão ao chão sob o barulho ensurdecedor de inclementes motosserras. Diferentemente do que o cenário descrito acima pode sugerir, as pessoas que ceifarão essas árvores não são vilões do meio ambiente, como pecuaristas que desmatam para ganhar mais área para seus rebanhos, grileiros ou madeireiros ilegais. São funcionários diretos e terceirizados da Amata, empresa com sede em São Paulo que, há cinco anos, nasceu com o propósito de conservar a floresta e também ganhar dinheiro com suas riquezas - e a madeira é apenas a mais óbvia delas.

O tal sinal que eles esperavam para começar a operar era uma autorização do Ibama. É verdade que há hoje outras empresas na Amazônia tentando fazer vingar o binômio exploração-conservação. O que distingue a Amata e mais duas empresas de origem local, a Madeflona e a Sakura, é o fato de terem sido as primeiras a ganhar, em 2008, uma licitação para testar a viabilidade da exploração sustentável em uma área de 96 000 hectares da Jamari, floresta pública que pertence à União.

Daqui em diante, essas empresas estarão na mira de ambientalistas, pesquisadores e demais interessados na causa das florestas. Mas não serão as únicas a sofrer escrutínio público. As maiores atenções estarão voltadas para o próprio governo, responsável pela aprovação, em março de 2006, da lei de gestão de florestas públicas. Foi ela que concedeu ao setor privado o direito de explorar produtos e serviços nas áreas em regime de concessão, desde que respeitada uma série de limites e critérios sociais e ambientais. A lei foi uma das bandeiras da então ministra do Meio Ambiente, hoje candidata à Presidência pelo Partido Verde, Marina Silva. À época, houve críticas à sua aprovação. Entre as mais correntes, estava a de que a legislação endossaria a privatização da Amazônia, além de formalizar a total incompetência do governo em manter intocado seu próprio patrimônio. Alguns especialistas também levantaram dúvidas quanto às benesses do chamado "manejo".

Waack e Etel, sócios da Amata: a empresa será uma das primeiras a testar a viabilidade do modelo de concessões florestais do governo
No meio de uma densa área de mata tropical na porção noroeste do estado de Rondônia, um grupo de 40 pessoas aguardou ansiosamente por cerca de três semanas pela chegada de um sinal. No último dia 10, ele finalmente veio. Era o que elas precisavam para, num ritmo frenético, começar a derrubar cerca de 7 000 árvores do bioma amazônico. São ipês, angelins, cedros e cumarus de dezenas ou centenas de anos que virão ao chão sob o barulho ensurdecedor de inclementes motosserras. Diferentemente do que o cenário descrito acima pode sugerir, as pessoas que ceifarão essas árvores não são vilões do meio ambiente, como pecuaristas que desmatam para ganhar mais área para seus rebanhos, grileiros ou madeireiros ilegais. São funcionários diretos e terceirizados da Amata, empresa com sede em São Paulo que, há cinco anos, nasceu com o propósito de conservar a floresta e também ganhar dinheiro com suas riquezas - e a madeira é apenas a mais óbvia delas.

O tal sinal que eles esperavam para começar a operar era uma autorização do Ibama. É verdade que há hoje outras empresas na Amazônia tentando fazer vingar o binômio exploração-conservação. O que distingue a Amata e mais duas empresas de origem local, a Madeflona e a Sakura, é o fato de terem sido as primeiras a ganhar, em 2008, uma licitação para testar a viabilidade da exploração sustentável em uma área de 96 000 hectares da Jamari, floresta pública que pertence à União.

Daqui em diante, essas empresas estarão na mira de ambientalistas, pesquisadores e demais interessados na causa das florestas. Mas não serão as únicas a sofrer escrutínio público. As maiores atenções estarão voltadas para o próprio governo, responsável pela aprovação, em março de 2006, da lei de gestão de florestas públicas. Foi ela que concedeu ao setor privado o direito de explorar produtos e serviços nas áreas em regime de concessão, desde que respeitada uma série de limites e critérios sociais e ambientais. A lei foi uma das bandeiras da então ministra do Meio Ambiente, hoje candidata à Presidência pelo Partido Verde, Marina Silva. À época, houve críticas à sua aprovação. Entre as mais correntes, estava a de que a legislação endossaria a privatização da Amazônia, além de formalizar a total incompetência do governo em manter intocado seu próprio patrimônio. Alguns especialistas também levantaram dúvidas quanto às benesses do chamado "manejo".

Veja o quadro

Desde 2006, uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente passou a exigir que as empresas que exploram madeira nativa tornem públicos na internet seus planos de manejo aprovados pelo Ibama - documento que mostra toda a estratégia de exploração das matas. "Nos outros países tropicais, essa transparência simplesmente não existe", diz Veríssimo. Na prática, isso significa que, assim que a Amata começar a operar, o Imazon usará a tecnologia de satélite para checar se a empresa está realmente levando a sério o que se comprometeu a fazer no papel. "Não poderemos dizer se uma castanheira foi derrubada, o que é proibido", diz ele. "Mas temos como saber se a concessionária realmente está colhendo madeira na área definida para aquele ano ou sendo cuidadosa na abertura de uma estrada." A lei também define que, no período máximo de três anos, todas as áreas sob concessão sejam auditadas por uma empresa independente. Nessa hora, os executivos da Amata terão de provar que a atividade da empresa não só está fazendo bem aos 46 000 hectares de floresta sob sua administração como também às comunidades que a cercam. O processo de licitação considera uma série de critérios sociais, como o volume de empregos que a empresa irá gerar e o grau de beneficiamento que a madeira sofrerá localmente antes de seguir rumo a um grande centro consumidor. "Estamos ansiosos para provar que as florestas têm valor e podem gerar muito valor", diz Roberto Waack. Biólogo de formação, ele é um dos sócios da Amata e uma figura respeitada no setor florestal. Ex-diretor do grupo Orsa, dono da maior área no país de florestas nativas sendo exploradas com a técnica do manejo, Waack também é conhecido no meio porque é presidente do conselho do FSC, o selo verde mais respeitado no mundo para produtos de origem florestal. Outra executiva e sócia da Amata é a mineira Etel Carmona, uma badalada designer de móveis de luxo.

Ilegalidade
Pouca gente duvida que o modelo de concessão tem potencial para gerar valor. "O problema é a morosidade com que as concessões têm sido feitas", afirma Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra. Não é o único a fazer a crítica. Entre ambientalistas e empresários do setor privado é hoje consenso que o ritmo com que as florestas têm sido licitadas está muito aquém do desejável. Afinal, três anos e meio se passaram desde que a lei foi regulamentada, e a meta do Serviço Florestal Brasileiro é terminar 2010 com apenas 1 milhão de hectares concedidos ao setor privado - algo como metade do estado de Sergipe. Para um leigo, pode parecer muito, mas é uma área que corresponde a menos de 1% do total da floresta Amazônica brasileira. A culpa, afirmam os críticos, é menos do SFB e mais dos outros dois órgãos de quem ele depende para conduzir o processo: o Ibama e o Instituto Chico Mendes. "Se o Serviço Florestal tivesse mais autonomia, tudo andaria mais rápido", afirma o diretor de uma ONG. Como é pouco provável que isso aconteça, o que resta aos entusiastas das concessões é ter paciência. "Não queremos ser os únicos nesse jogo", diz Waack. "Só a escala nos permitirá brigar de igual para igual com quem explora a floresta de maneira ilegal e predatória."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CIÊNCIA TEME PELO FUTURO DA FLORESTA

Notícia - 13 jul 2010
As duas associações que representam a comunidade científica brasileira falam como proposta de mudança do Código Florestal é nociva para o país.

'Mar' de árvores derrubadas no Pará em 2001, imagem que maioria dos brasileiros gostaria de deixar no passado ©Greenpeace/Daniel Beltra
Os ruralistas adoram falar que têm a ciência do seu lado ao propor mudanças no Código Florestal – a saber, redução de áreas de preservação permanente (APPs), como mata nas margens de rios e topos de morro, e da reserva legal, quando não pregam seu fim. A verdade, contudo, está bem distante.
Os dois principais grupos representativos da classe científica no Brasil – a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) – divulgaram uma carta conjunta repudiando o relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdo-B-SP), aprovado na semana passada pela comissão que tratou do tema na Câmara apesar da oposição de diversos setores da sociedade civil, inclusive as ONGs.
O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, e da ABC, Jacob Palis, afirmam que a comunidade científica não foi de fato consultada no processo, ao contrário do que Aldo afirma, e que a proposta “foi pautada muito mais em interesses unilaterais de determinados setores econômicos”.
“Se os ruralistas de fato tivessem a preocupação em montar uma proposta séria de reforma do Código Florestal, deixariam de lado seus cientistas de aluguel e passariam a ouvir quem faz e entende mesmo de ciência no Brasil, representados por esses dois grupos, SBPC e ABC”, afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Leia a seguir a íntegra da carta conjunta, também disponível no site da SBPC.

"Senhor Deputado,

O Brasil foi o primeiro país do mundo a buscar uma agricultura tropical altamente produtiva, fruto principalmente de investimentos contínuos em ciência e tecnologia. Com o aumento da produtividade das principais culturas agrícolas, a agricultura brasileira ganhou destaque mundial e passou a contribuir, decisivamente, para o desenvolvimento econômico e social do país, produzindo alimentos, fibras e bioenergia para o consumo interno e para exportação.

O Brasil já é uma potência agrícola, mas deve ser observado que o paradigma predominante em outras potências agrícolas do mundo desenvolvido é o do aumento da produtividade e não da expansão das fronteiras agrícolas. A competitividade se dá no terreno de maior inserção de ciência e tecnologia na produção e maior agregação de valor nas cadeias produtivas agrícolas e pecuárias.

Paralelamente, o Brasil ainda preserva grandes áreas intactas que abrigam uma extensa gama de formas de vida, caracterizando o país como detentor de uma megabiodiversidade. Portanto, o país tem a chance única na história de conciliar uma agricultura altamente desenvolvida com vastos ecossistemas naturais preservados e ou conservados que produzem uma gama de serviços ambientais dos quais a própria agricultura depende, dentre eles se destacam a manutenção da fertilidade dos solos e suas propriedades físicas e a produção e sustentabilidade dos regimes hídricos dos ecossistemas.

Editado em 1965, e substancialmente reformulado em 1989, o Código Florestal, constitui-se até hoje na peça fundamental de uma legislação ambiental reconhecida com uma das mais modernas do mundo. Ainda passível de aperfeiçoamentos como qualquer legislação, o Código Florestal é um arcabouço legal fundamental na manutenção de paisagens multi-funcionais que permitam seu aproveitamento tanto para a produção de alimentos, fibras e bioenergia; como também para preservação e manutenção dos ecossistemas, com amplos benefícios para toda a população.

Baseando-se na premissa errônea de que não há mais área disponível para expansão da agricultura brasileira, o Congresso brasileiro propôs, recentemente, uma reformulação do antigo Código Florestal.

Infelizmente, a reformulação desse Código não foi feita sobre a égide de uma sólida base científica, pelo contrário, a maioria da comunidade científica não foi sequer consultada e a reformulação foi pautada muito mais em interesses unilaterais de determinados setores econômicos.

Em decorrência, a comunidade científica brasileira se encontra extremamente preocupada frente às mudanças propostas, pois esta comunidade antevê a possibilidade de um aumento considerável na substituição de áreas naturais por áreas agrícolas em locais extremamente sensíveis como são as áreas alagadas, a zona ripária ao longo de rios e riachos, os topos de morros e as áreas com alta declividade.

As mudanças do Código Florestal igualmente poderão acelerar a ocupação de áreas de risco em inúmeras cidades brasileiras, estimular a impunidade devido a ampla anistia proposta àqueles que cometeram crimes ambientais até passado recente e a oportunidade de Estados brasileiros utilizarem a prerrogativa de legislar sobre temas ambientais para atrair futuros investimentos associados a mais degradação ambiental no meio rural.

Esta substituição levará, invariavelmente, a um decréscimo acentuado da biodiversidade, a um aumento das emissões de carbono para a atmosfera, no aumento das perdas de solo por erosão com consequente assoreamento de corpos hídricos, que conjuntamente levarão a perdas irreparáveis em serviços ambientais das quais a própria agricultura depende sobremaneira, e também poderão contribuir para aumentar desastres naturais ligados a deslizamentos em encostas, inundações e enchentes nas cidades e áreas rurais.

Assim sendo, a comunidade científica reconhece claramente a importância da agricultura na economia brasileira e mundial, como também reconhece a importância de aperfeiçoar o Código Florestal visando atender a nova realidade rural brasileira.

Entretanto, entendemos que qualquer aperfeiçoamento deva ser conduzido à luz da ciência, com a definição de parâmetros que atendam a multi-funcionalidade das paisagens brasileiras, compatibilizando produção e conservação como sustentáculos de um novo modelo econômico que priorize a sustentabilidade.

Desta forma podemos chegar a decisões consensuais, entre produtores rurais, legisladores, e a sociedade civil organizada, pautadas por recomendações com base científica, referendadas pela academia e não a decisões pautadas por grupos de interesses setoriais, que comprometam de forma irreversível nossos ecossistemas naturais e os serviços ambientais que desempenham."

NO MEIO DA FUMAÇA

terça-feira 24/08/2010

NO MEIO DA FUMAÇA


Notícia - 23 ago 2010
Greenpeace sobrevoa e registra queimadas na Amazônia, que não poupam nem áreas protegidas. Fogo tem avançado de fronteira agropecuária para floresta.


Nuvem de fumaça encobre área que um dia já foi floresta. Nessa época, o fogo se alastra pela Amazônia. © Greenpeace/Rodrigo Baleia
“As condições de voo são precárias. A visibilidade está muito reduzida e é difícil controlar o avião”, avisava o piloto pelo rádio, na última quinta-feira. Sobrevoando a Floresta Nacional do Jamanxim, área protegida por lei no Pará, uma equipe do Greenpeace constatou o que os satélites já diziam: o local era pura fumaça. Há pelo menos um mês entre as dez unidades de conservação que mais queimam, a Flona do Jamanxim é uma faísca do que está acontecendo pela Amazônia nessa época.
Não é novidade. Quando os meses de junho e julho batem à porta, a chuva dá uma trégua e a temporada da seca chega à floresta tropical brasileira. É quando os produtores rurais aproveitam para “limpar” seus terrenos e renovar o cultivo, seja de agricultura ou pasto para a pecuária. Jeito antigo e barato de fazer o trabalho, o fogo ainda permanece como prática extremamente comum na região. Daí para as chamas avançarem sobre as cercas das fazendas e adentrarem a floresta é um pulo.
Foi justamente isso que o Greenpeace documentou. Em quatro dias de sobrevoos, a equipe cruzou o Pará de cima a baixo e foi do Norte a Oeste de Mato Grosso. Passando por muitas áreas embaçadas pela fumaça, foi difícil registrar as queimadas. Mas foi fácil perceber a associação entre fogo e áreas de expansão da agropecuária. Cruzando dados do Prodes (Pograma de Cálculo do Deflorestamento da Amazônia) com os locais dos focos, é fácil perceber que, geralmente, o fogo começa na fronteira entre floresta e campo.
“Encontramos grandes focos. Na região da BR-163, o fogo começou no pasto e já atingiu a floresta. E a mesma coisa acontece no Norte de Mato Grosso”, conta Paulo Adario, diretor da Campanha da Amazônia do Greenpeace. “Isso é trágico , porque além de afetar a saúde da população, as queimadas são, junto com o desmatamento, a principal contribuição que o Brasil dá para as mudanças climáticas. É preciso parar isso”.
Vem mais pela frente
Em tempos de mudanças no clima e acordos internacionais, a necessidade de frear as queimadas é latente: somadas às derrubadas, elas jogam na atmosfera 75% das emissões de gases estufa que o Brasil produz. Mas a tendência é que a curva de focos de calor só faça aumentar nos próximos meses. Além de ser um ano eleitoral, quando historicamente as autoridades fazem vista grossa para o problema, dessa vez, a seca está castigando.
A umidade relativa do ar este ano está baixíssima em algumas regiões da Amazônia. A taxa, que normalmente bate os 80%, já está em 15% no Sul do Amazonas e no Norte do Mato Grosso, por exemplo. O número está abaixo do que se encontra hoje São Paulo e Minas Gerais, ambos em torno dos 25%.
Esse cenário é propício para que o fogo se alastre. E as conseqüências já estão aí. As principais cidades amazônicas, como Manaus, Cuiabá e Porto Velho, têm passado os dias sob uma densa nuvem de fumaça. Os aeroportos abrem e fecham, a economia é afetada e a população bota fuligem para dentro dos pulmões. “Tudo isso que está acontecendo não ajuda os fazendeiros, não ajuda os nossos pulmões”, afirma Paulo Adario. “E, seguramente, não ajuda o clima do planeta”.

Ler mais: http://www.myspace.com/maggiegrazi/blog?bID=538537139#ixzz0xZCbjcsA

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sabão caseiro

Aprenda a fazer sabão com óleo de cozinha usado


Dar uma destinação correta ao óleo de cozinha usado ainda é um problema para muitas donas de casa. Uma alternativa para evitar que esse material vá contaminar solos e fontes de água é usá-lo para fabricar sabão. Abaixo, duas receitas de sabão em barra que podem ser feitas em casa.
Sabão em barra caseiro I
Ingredientes:
4 litros de óleo
1 kg de soda caustica diluída em 1 litro de água fervendo (fora do fogo)

Preparo:
Misturar e bater todos os ingredientes até o ponto.
Colocar dentro de caixa de papelão, em altura de uns 5 cm

Sabão em barra Caseiro II
Ingredientes:
4 L de óleo comestível usado
2 L de água
1/2 copo de sabão em pó
1 Kg de soda cáustica
5 mL de essência aromatizante (facultativo)

Preparo:
Dissolver o sabão em pó em ½ L de água quente
Dissolver a soda cáustica em 1 e ½ L de água quente
Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo
Mexer por 20 minutos
Adicionar a essência aromatizante
Despejar em formas
Desenformar no dia seguinte

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Faculdade Torricelli recebe mostra do Greenpeace - ACE-Guarulhos

Faculdade Torricelli recebe mostra do Greenpeace - ACE-Guarulhos
Faculdade Torricelli recebe mostra do Greenpeace

A exposição fotográfica e o vídeo com o tema “Salvar o Planeta. É Agora ou Agora”, realizada pelo Greenpeace, estará nas Faculdades Integradas Torricelli, na semana de 16 a 20/08, no Campus IV. A mostra é composta por quadros com imagens que retratam as causas e os impactos das mudanças climáticas, como a elevação dos níveis dos mares e a perda de biodiversidade.

Os visitantes poderão ainda ter acesso a informações sobre as soluções propostas pelo Greenpeace, como o uso de fontes renováveis de energia e a criação de áreas marinhas protegidas. Durante o período da exposição, uma equipe de monitores da organização dará dicas de preservação da natureza e consumo responsável, além de distribuir materiais informativos sobre as campanhas da ONG. A exposição será aberta ao público. Não perca!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gelo da Groenlândia pode desaparecer

Fonte: Planeta Urgente

Mar subiria sete metros, alerta cientista
Mais uma vez especialistas em ambiente alertam sobre novas evidências de que o aquecimento global está contribuindo com eventos extremos do clima e com a elevação do nível dos mares.
A comissão para independência energética e aquecimento global da Câmara dos Deputados americana foi advertida ontem por um painel de cientistas que toda a massa de gelo da Groenlândia pode desaparecer do mapa se as temperaturas subirem 2 graus centígrados, com severas consequências em termos de elevação dos níveis do mar.
A gigante camada de gelo da Groenlândia frequentou o noticiário semana passada quando a Geleira de Petermann, uma das maiores da região, soltou seu maior pedaço de gelo em meio século, resultando num bloco de 160 quilometros quadrados boiando no Estreito Norte, entre a Groenlândia e o Canadá.
Richard Alley, um professor de geociência na Pennsylvania State University, advertiu que a região encara um futuro ainda mais sombrio, com a previsão de mais icebergs caindo no mar por conta de temperaturas altas. Estas quedas poderiam ser ser sentidas a milhares de quilômetros do Ártico, levando a uma subida do nível do mar de até sete metros, disse ele.
Enquanto isso, pesquisadores também alertaram que a mudança do clima é pelo menos parcialmente responsável pelo clima anormalmente alto e seco de Moscou. Os incêndios em torno da capital da Rússia levaram a poluição a níveis sem precedentes. O departamento de saúde da cidade disse que o número de pessoas mortas diariamente em Moscou chegou a 700, o dobro do normal, informa o Business Green.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Copo comestível evita uso de descartáveis

Fonte: "Plante sustentável"

Eles são coloridos, divertidos, maleáveis, servem para encher de suco, água ou qualquer outra bebida, e ainda por cima são ambientalmente corretos. Tanto que, depois de usados, eles podem até ser ingeridos.
Desenvolvido pelo escritório de design "The way we see the world", o Jelloware é um copo comestível feito de um tipo especial de gelatina de algas, a agar-agar. A invenção ecológica vem em três sabores: lemon-basil (limão e manjericão), ginger-mint (gengibre e hortelã) e rosemary-beet (alecrim e beterraba).
"Estamos estudando algumas parcerias com pequenas fábricas para tentar produzir o Jellaware em larga escala para o mercado", explica Monica Bathia, uma das criadoras do produto. "O custo de produção é baixo, apenas para refrigeração, criação de moldes e agar-agar".
Em breve, segundo ela, o escritório deve fornecer pequenas quantidades do produto para eventos, restaurantes e cafés. Diferentemente dos copos feitos de vidro ou plástico, que podem ser guardados no armário da cozinha, os de gelatina devem ser armazenados na geladeira. "Mas, quando em uso, eles podem ser manuseados como qualquer copo", diz Monica.
Outro cuidado que o consumidor deve ter, segundo a designer, é em relação a quantidade de unidades de Jelloware que podem ser ingeridas por dia. "Nós não recomendamos mais do que três", afirma. "A agar-agar tem propriedades laxativas".Quem não quiser correr o risco, pode jogar o recipiente fora no lixo comum ou na grama de casa, sem culpa na consciência. Diferente dos copos de plásticos descartáveis, o Jelloware é biodegradável e ainda serve como nutriente para plantas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A importância de Reflorestar

PostHeader

As atividades de reflorestamento promovem o seqüestro de CO2 da atmosfera, diminuindo assim a concentração deste gás e consequentemente, desempenhando um importante papel no combate à intensificação do efeito estufa. A remoção do gás carbônico da atmosfera é realizada graças à fotossíntese, permitindo a fixação do carbono na biomassa da vegetação e nos solos.


Conforme a vegetação vai crescendo, o carbono vai sendo incorporado nos troncos, galhos, folhas e raízes. Cerca de 50% da biomassa vegetal é constituída de carbono, e a floresta amazônica é um grande estoque mundial de carbono pela sua área e densidade de biomassa. A floresta amazônica armazena cerca de 140 toneladas de carbono por hectare.
O reflorestamento é de grande importância no combate às mudanças climáticas. No aumento dos recursos hídricos, na redução dos prejuízos na agricultura relacionados com enchentes, no aumento do estoque sustentável de madeira legal, seqüestro de CO2 e redução do efeito estufa.

* As árvores evitam ou reduzem a erosão do solo e a contaminação da água.
* Segundo sua situação, espécie, tamanho e estado, a sombra das árvores pode reduzir os gastos em ar condicionado de edifícios residenciais e comerciais entre um percentual de 15% a 50%.
* A sombra das árvores refresca as ruas e os estacionamentos. Nas cidades as temperaturas costumam registrar entre 05 e 09 graus a mais do que nas regiões onde existem árvores.
* As árvores são um meio de refrigeração natural que reduz a necessidade da construção de centrais hidrelétricas e nucleares.
* Contribuem com as correntes subterrâneas e à manutenção dos rios
* As árvores convenientemente plantadas reduzem significativamente a poluição acústica nos cruzamentos e vias de grande movimento.
* Servem de barreiras visuais.
* É uma fonte constante de combustível para estufas e usinas.
* O manejo planejado e controlado de florestas é uma fonte sustentável de madeira.
* As árvores de uma zona residencial ou comercial, bem colocadas e cuidadas, podem aumentar o valor dos imóveis, além de protegê-las do vento.
* As florestas têm papel, importante na preservação da Fauna e da Flora silvestres.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Slide com poesia de Michael Joseph Jackson

Uma bela homenagem ao nosso lindo Planeta...


MOSAICO DE ANIMAIS - greenpeace

A energia solar se torna mais barata que a nuclear

Sistemas solares fotovoltaicos foram por muito tempo apresentados como uma forma limpa de gerar eletricidade, porém cara se comparada com outras alternativas, do petróleo à energia atômica. Não mais.
Numa "passagem histórica", os custos dos sistemas solares fotovoltaicos caíram a um ponto no qual são menores do que projetos de novas usinas nucleares, de acordo com um relatório publicado em julho.
"O sistema fotovoltaico se tornou uma alternativa de baixo custo a novas usinas nucleares", conforme o estudo chamado Custos Solares e Nucleares, de John Blackburn, professor de economia da Universidade Duke, na Carolina do Norte, e Sam Cunningham, um aluno de graduação. A passagem ocorre quando o preço do kilowatt/hora chega a 16 centavos de dólar.
Enquanto o custo da energia solar vem declinando, os custos da energia nuclear aumentaram nos últimos oito anos, disse Mark Cooper, pesquisador de análise econômica da Universidade de Vermont.
A estimativa de custos de construção - cerca de 3 bilhões de dólares por reator em 2002 - vem sendo revisada regularmente para cima, para uma média de 10 bilhões de dólares por reator, e as estimativas apontam que continuaram subindo, disse Cooper, um analista cuja especialidade é avaliar os preços da energia nuclear. Identificar o custo real de tecnologias de geração de energia é complicado por causa da amplitude dos subsídios e renúncia fiscal envolvidos.
Como resultados, os contribuintes e usuários americanos podem terminar gastando centenas de bilhões de dólares ou até trilhões de dólares a mais que o necessário para alcançar uma ampla oferta de energia de baixo carbono, se propostas legislativas no Congresso americano levarem à adoção de um ambicioso programa de desenvolvimento nuclear, registrou um relatório em novembro passado.
O documento Todos os Riscos, Nenhuma Recompensa para os Contribuintes, foi a resposta para uma lista desenvolvida pelo Instituto de Energia Nuclear, um grupo industrial. O instituto defendeu um mix de subsídios, créditos de impostos, garantias de empréstimos, simplificações de processos e suporte institucional em larga escala.
Em nível estadual, a indústria pressionou para o caso de "obra em progresso", um sistema de financiamento que obriga os usuários de eletricidade a pagar o custo de novos reatores durante a construção e, por vezes, ainda no estágio de projeto.
Com longos períodos de obras e atrasos frequentes, isso pode significar que os usuários de eletricidade comecem a pagar preços mais caros 12 anos antes que as usinas produzam eletricidade.
Entre 1943 e 1999, o governo americano pagou perto de 151 bilhões de dólares (valores de 1999), em subsídios para energia eólica, solar e nuclear, como escreveu Marshall Goldberg, do Projeto de Políticas de Energia Renováveis, uma organização de pesquisa de Washington. Desse total, 96,3% foram para a energia nuclear, segundo o relatório.
Segundo Mark Cooper, ainda assim tais custos são insignificantes em comparação com os riscos financeiros e subsídios que podem acompanhar a próxima onda de construção de usinas nucleares.
A agência classificadora de riscos Moody's mencionou os riscos de novas usinas nucleares em um relatório de 2009. "A Moody's avalia adotar uma visão negativa para a construção de novas centrais nucleares", registra o documento.
Historicamente, a maioria das novas construções nucleares recebeu avaliações negativas, às vezes várias. "Ninguém construiu um reator contemporâneo, usando padrões contemporâneos, portanto ninguém tem experiência para estar confiante de quanto isso vai custar", disse Stephen Maloney, um consultor da indústria.
O risco de mercado foi agravado com a recente recessão. "A crise atual diminuiu a demanda por energia mais do que a crise do petróleo dos anos 1970", disse Cooper. A recessão "parece ter causado uma mudança fundamental nos padrões de consumo que diminuirá a taxa de crescimento de longo prazo da procura por eletricidade".

VÍDEO CHOCANTE: O GREENPEACE VAI ATÉ O GOLFO DO MÉXICO


Como diz Beto Guedes naquela canção: "...Estão te maltratando por dinheiro..."


Uma nova forma de aproveitar a energia solar

Pesquisadores da Universidade de Stanford criam novo processo de conversão de energia que pode melhorar em 50% a eficiência das células solares.
A técnica combina simultaneamente a luz e o calor para gerar eletricidade e utiliza menos materiais para a fabricação de componentes do que os métodos convencionais.
O processo, chamado de "photon enhanced thermionic emission,", ou PETE, pode tornar a energia solar tão competitiva quanto o óleo. Seu grande diferencial é que, diferentemente da tecnologia fotovoltaica dos painéis solares, que se torna menos eficiente com o aumento da temperatura, ele melhora conforme esquenta.
A maioria das células fotovoltaicas usa o silício como semicondutor para converter energia dos fótons de luz em eletricidade. No entanto, essas células somente usam uma porção do espectro de luz, sendo que o restante escapa na forma de calor. O desperdício chega a ser de 50%.
Foi justamente pensando numa forma de aproveitar esta energia que uma equipe liderada pelo engenheiro Nick Melosh desenvolveu o PETE. O grupo descobriu que cobrindo um pedaço de material semicondutor com uma fina camada de Césio o tornava apto para gerar eletricidade tanto da luz como do calor. Enquanto a maioria das células de silício fica inerte com temperaturas acima de 100º C, este novo processo físico da PETE atinge seu pico de eficiência a 200º C.
Os raios chegam ao PETE primeiro, onde o calor e a luz serão aproveitados; se depois disso ele for encaminhado para um ciclo térmico, a eficiência pode chegar a 55% ou 60% - quase o triplo dos sistemas atuais.
A pesquisa teve apoio do Departamento de Energia dos Estados Unidos e foi publicada na Nature Materials.

*INFO Online

Efeitos da seca na Amazônia

Agência Fapesp* - 04/08/2010 -

Pesquisas recentes sobre o impacto das secas na região amazônica têm chegado a resultados contraditórios sobre como as florestas tropicais reagem a um clima mais quente e mais seco.
Um novo estudo, feito por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos, examina a resposta da Amazônia a variações nas condições climáticas, especificamente considerando como essas mudanças podem influenciar a produtividade da floresta.
Os resultados fornecem um possível contexto para explicar por que estudos anteriores obtiveram conclusões diferentes. A pesquisa – feita por cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), da Universidade da Flórida em Gainesville e do Centro de Pesquisa Woods Hole – foi publicada no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
“A pesquisa se baseia em estudos de campo e de sensoriamento remoto para demonstrar que florestas relativamente não mexidas são bem tolerantes à seca sazonal, diferentemente do que ocorre em outros tipos de vegetação e em florestas gravemente modificadas”, disse Paulo Brando, do Impa, autor principal do artigo.
“Nosso estudo também aponta diversos mecanismos potenciais de controle das oscilações sazonais e interanuais na produtividade da vegetação pela bacia amazônica. Até agora, discussões sobre esses mecanismos não têm ocorrido no debate científico a respeito de como a Floresta Amazônica responde às mudanças climáticas globais”, destacou.
Os pesquisadores usaram dados das estações secas no período entre 2000 e 2008, obtidos pelo Índice de Vegetação Avançada do Modis, equipamento de produção de imagens instalado nos satélites Acqua e Terra. As informações foram integradas com dados climáticos de 1996 a 2005, registrados por 280 estações meteorológicas.
Relações estatísticas entre os índices de vegetação e diversas variáveis também foram analisados para toda a bacia do Rio Amazonas e para uma área bastante estudada no Rio Tapajós.
Como as mudanças climáticas globais poderão fazer com que as secas se tornem tanto mais frequentes como mais intensas na Amazônia, o estudo reforça a importância das estratégias de conservação na região.
Mas os autores ressaltam que o estudo demonstra que a resposta da floresta à seca é muito complexo e que mais trabalhos de pesquisa são necessários para examinar as respostas da Floresta Amazônica à seca e como essas respostas serão expressas no futuro.
O artigo Seasonal and interannual variability of climate and vegetation indices across the Amazon (doi/10.1073/pnas.0908741107), de Paulo M. Brando e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.0908741107.

Música/vídeo:"EARTH SONG"(Canção da Terra)

POSTANDO NOVAMENTE, A PEDIDOS...UMA CANÇÃO GENIAL E EMOCIONANTE DO INIGUALÁVEL E QUERIDO MICHAEL JACKSON...PARA TOCAR OS NOSSOS CORAÇÕES!

Fraldas ecológicas

Earth Baby, feita a partir de materiais biodegradáveis, é solução para o problema da destinação de fraldas descartáveis

Segundo o site “Na lata”, somente no Brasil mais de 17 milhões de fraldas descartáveis são jogadas no lixo diariamente. Nos Estados Unidos, o número é ainda maior, chegando a 18 bilhões por ano. Levando-se em conta que uma fralda leva, em média, 500 anos para se decompor, dá para calcular o tamanho do impacto ambiental que um filho pode gerar.

Pensando nisso (e, lógico, na impossibilidade de se retroceder às fraldas de pano!), 3 pais-designers da Califórnia criaram a Earth Baby, uma fralda descartável fabricada a partir de materiais totalmente biodegradáveis, como plástico feito de milho e polpa de madeira certificada. Além de se transformarem em composto orgânico dentro de apenas 14 semanas, essas fraldas têm mais uma vantagem: por uma taxa de 30 dólares mensais, o fabricante entrega e recolhe as fraldas toda semana na casa dos clientes e as encaminha para compostagem.


Leia mais em: http://nalata.org/

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Projeto de fogão ecológico é alternativa mais econômica e diminui em até 95% a emissão de fumaça

Imagine um fogão que não usa gás, baterias, gasolina ou qualquer outra fonte energética, e mesmo assim seja capaz de aquecer um litro de água em 4 minutos e ainda gerar excedente de energia para carregar celulares, iPods e outros aparelhos eletrônicos, por meio de uma porta USB. Pois essa maravilha tecnológica já existe.
O projeto Fogão Ecológico Biolite é vantajoso em vários sentidos. Além de reduzir a queima de materiais em até 50% e diminuir em 95% a emissão de fumaça, seu custo é extremamente baixo. Outra vantagem do fogão ecológico é um sistema de ventiladores que proporciona uma melhoria no rendimento geral. Antes de entrar em combustão total, os sólidos se transformam em gás.
“Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas morrem anualmente por complicações respiratórias provenientes de fumaça, no interior de residências, principalmente mulheres e crianças. De acordo com a Dra. Barbara Knudson, 10% de toda a madeira extraída no mundo é para uso doméstico. É um volume considerável que pode ser cortado pela metade, com o uso de tecnologia”, defende o jornalista Álvaro Sad, no blog Ideias Verdes.
Fonte: Blog Ideias Verdes, escrito pelo jornalista Álvaro Sad.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Desflorestamento...lei quer permitir!!!??????

É época de Copa, as atenções de todo o mundo estão voltadas para a África do Sul. Mas, a mobilização para impedir mudanças no Código Florestal continua. Aqui no Brasil, da-lhe vuvuzela no ouvido dos políticos.
Assine a nova petição para proteger as florestas brasileiras.

No dia 28 de junho, Comissão Especial da Câmara criada para botar abaixo o Código Florestal votaram no projeto. É a nova oportunidade que temos de dizer não. Agora, a bola está nos pés do deputado Michel Temer (PMDB-SP). presidente da Câmara dos Deputados, ele pode brecar a investida da bancada ruralista contra nossas florestas. Como candidato à vice-Presidência do país, é a hora de exigirmos de Temer seu posicionamento sobre uma lei que vai determinar se o verde de nossa bandeira continuará a existir.

Não é exagero. Caso a proposta da bancada ruralista seja aprovada, pelo menos 85 milhões de hectares de floresta que hoje estão protegidos por lei vão ficar vulneráveis às motosserras. Num cálculo conservador, essa brecha faz com que 31,5 bilhões de toneladas de CO₂ saiam das matas brasileiras direto para a atmosfera. São sete vezes mais do que a meta de redução com que o governo brasileiro se comprometeu mundialmente até 2020.

Além de legitimar mais desmatamento para o futuro, o relatório ainda anistia quem devastou ilegalmente no passado. E passa para os estados o poder de decidir como bem entender as áreas que devem ou não ser preservadas. Inúmeros pesquisadores foram à imprensa dizer que a nova proposta é a sentença de morte para nossas florestas. E como consequência, também dos rios e do equilíbrio climático mundial.

Por isso, como brasileiros, é nosso dever defender que o Código Florestal permaneça intocado. O ano eleitoral já começou. Exija que o tema saia das quatro paredes, onde deputados em fim de mandato tentam decidir sozinhos o futuro do país. Peça a Michel Temer que pare a proposta dos ruralistas e que torne o Código Florestal um assunto a ser amplamente debatido durante as eleições. Não só entre políticos, mas, principalmente, pela população. Vuvuzela neles!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

MAS QUE DROGA!!!!!!!!!!!!A GENTE TEM QUE EVOLUÍR NA MENTALIDADE QUANTO "SER HUMANO", E NÃO SÓ NO MATERIAL!!! ATÉ QUANDO ISSO, GENTE?????
VAMOS NOS MANIFESTAR! ANTES QUE SEJA TARDE!!!!!OBRIGADA!


Os líderes partidários estão decidindo o posicionamento dos seus partidos agora mesmo. Envie uma mensagem para eles informando-os que o Brasil quer proteção, não desmatamento! Clique no link abaixo para enviar essa mensagem:

http://www.avaaz.org/po/mensagem_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=60NwhD8n


Caros amigos,

É chocante, mas o congresso brasileiro poderá abrir oficialmente uma "temporada de desmatamento", nas 5 regiões do Brasil.

Mais de 70 deputados da bancada ruralista, representando os intersses do agro-negócio, estão tentando enfraquecer o Código Florestal brasileiro. Se eles conseguirem, milhões de hectares deixarão de ser protegidos por lei! Esta poderá ser a maior derrota ambiental para o Brasil em décadas!

O Congresso está dividido - há uma forte oposição dos parlamentares ambientalistas mas os dois maiores partidos, o PT e o PMDB, ainda não assumiram uma posição. Porém, a não ser que haja uma grande pressão popular, é provável que eles se alinhem com os ruralistas para ganhar apoio político nas eleições de outubro. Chegou a hora de mostrar o que o Brasil quer! Vamos enviar milhares de mensagens direto para os emails dos líderes partidários, eles estão negociando o posicionamento dos seus pertidos agora mesmo! Clique abaixo e envie a sua:

http://www.avaaz.org/po/mensagem_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=60NwhD8n

As propostas mais perigosas são: a anistia irrestrita ao desmatamento ilegal ocorrido até 2008, a eleminação da Reserva Legal para propriedades de até 4 módulos rurais inclusive na Amazônia e a transferência da regulamentaçõa para o nível estatal, flexibilizando a lei. As propostas são uma grave ameaça à preservação ambiental, reduzindo dramaticamente as áreas atualmente protegidas.

Grupos ambientais estão fazendo tudo o que podem para impedirem os ruralista, mas eles precisam de nossa ajuda. Mais de 90.000 brasileiros assinaram a petição para salvar o Código Florestal em menos de duas semanas. Mas agora nós precisamos aumentar a pressão e enviar milhares de mensagens ao líderes partidários. Os líderes estão negociando o posicionamento dos partidos agora mesmo - envie uma mensagem para eles, deixando claro que não queremos alterações no Código Florestal!

http://www.avaaz.org/po/mensagem_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=60NwhD8n

Nós precisamos acabar com o mito de que a preservação ambiental é uma ameaça ao desenvolvimento. Um estudo recente mostra que o Brasil possui mais de 100 milhões de hectares disponíveis para agricultura, ou seja, há terra suficiente para produzir. O Brasil tem o privilégio de ser um país rico em recursos naturais e temos a rara oportunidade de crescer de forma sustentável. É nossa responsabilidade desenvolver e preservar ao mesmo tempo. Envie uma mensagem agora, não deixe que eles acabem com o Código Florestal!

Com esperança,
MAGGIE GRAZIANI

Leia mais sobre o assunto:

País tem 100 milhões de hectares sem proteção - Estadão:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547054,0.php

Apagão Ambiental: seria cômico, não fosse trágico - IPAM:
http://www.ipam.org.br/blogs/Apagao-Ambiental-seria-comico-nao-fosse-tragico/67

Ler mais: http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.ListAll&friendID=535416754#ixzz0r2wbThgD

terça-feira, 25 de maio de 2010

Olá, amigos(as)! Este assunto realmente é muito interessante.
Nós, seres urbanos, todos os dias temos de nos alimentar - até os não urbanos tambem. Mas estou me dirigindo especificamente aos urbanos mesmo.
Quando vc almoça , janta, vai a um restaurante, vc imagina qual é o destino daquele 'óleo' usado no preparo daqueles alimentos tão gostosos e necessários que vc ingeriu?
Em sua casa, quando vc utiliza óleo no preparo de sua refeição, vc faz o que com aquele óleo de fritura que vc utilizou?
Então...sei que vc certamente vai responder:
"Não sou eu que faço a comida..."
"Nunca parei pra pensar nisto..."
"Eu jogo tudo na pia com água..."
"Eu limpo com papel e jogo no lixo...."
Pois bem:
Se vc respondeu examente como eu coloquei, sinto muito em lhe informar que a sua solução está ERRADA.
O que fazer então?
1º, gostaria de lhe esclarecer que em cada 1 litro de óleo que se despeja no mar e nos rios, mais de 1 MILHÃO de metros quadrados são afetados e poluídos...inclusive todas as espécies que vivem neles - que diga-se de passagem depois nós vamos ingerir.
MAS A SOLUÇÃO EXISTE!
Basta ter um pouquinho de boa vontade.
Todas as vzs que vc utilizar a gordura e não for mais usar, coe num coador comum e despeje numa garrafa pet, fechando sempre até que ela encha.
Quando encher, leve-a Á FACULDADE POLITECNICA DA UFBA, que fica na AV ARISTIDES NOVIS - Federação, onde É TUDO TRANSFORMADO EM BIODISEL.
Ou seja: o diesel não poluente, que será utilizado até por hospitais. O biodisel é a solução do futuro, e não polui o meio ambiente.
FAÇA JA A SUA PARTE!
VAMOS POR UM FIM NA DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE!
É tudo por amor!!! L.O.V.E.!

sábado, 22 de maio de 2010

Mensagem do Greenpeace. Importante!

Prezados,

Agradeço pelas opiniões, sugestões e críticas que tenho recebido de todos os que se manifestaram por meio do abaixo-assinado da ONG Greenpeace.

Muitas pessoas, em suas respostas, referiram-se aos temas Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP).

A Comissão Especial do Código Florestal ouviu 378 pessoas, entre representantes de ONGs, universidades, órgãos ambientais e agricultores, em 18 Estados da federação. Do inventário de problemas, foram exatamente a RL e a APP que se destacaram pela intensidade com que foram abordadas.

Como relator da Comissão, apresentarei nesta mensagem as visões e as possíveis soluções em torno dos dois temas.

A RL é, coincidentemente, o instituto mais antigo do Direito Ambiental brasileiro. Data de antes da Independência do Brasil, quando foi proposto pelo patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva. Trata-se da área da propriedade rural que não pode ser utilizada para a agricultura ou pecuária, devendo permanecer intocada.

Bonifácio propôs a RL como forma de dispor de madeira acessível para a construção naval, civil e fonte de energia. Naquele período, as propriedades chamadas sesmarias eram medidas em léguas, muito diferente da atual estrutura fundiária do País. A RL também é ocorrência única no Direito Ambiental, vez que não consta de nenhuma legislação europeia, nem da norte-americana, o que dificulta qualquer tentativa de direito comparado.

A RL no Brasil foi definida no Código de 1965 na proporção de 20% para a Mata Atlântica e para o Cerrado e 50% para a Amazônia. Depois, no caso da Amazônia, a área de RL foi ampliada para 80%.

Acontece que, por políticas do próprio governo, essas áreas de RL nunca foram respeitadas. Há casos de recusa de financiamento público para proprietários que não ocuparam toda a sua propriedade. Na Amazônia Legal, onde se misturam biomas diversos, áreas que tinham autorização para 20% de RL de repente passaram para o regime de 80%.

Acrescente-se que, em alguns casos, a atividade econômica torna-se absolutamente inviável em apenas 20% da área total adquirida pelo proprietário, ou seja, para utilizar 200 hectares, são necessários 1 mil.

As alterações na legislação e a exigência da recuperação de áreas já ocupadas em pequenas propriedades trouxeram consequências sociais de tal gravidade que obrigaram o governo, por Decreto, a adiar a entrada em vigor de alguns dispositivos legais.

Entre essas consequências, figuram o risco da reconcentração da propriedade da terra pela inviabilização econômica dos pequenos e médios agricultores e o risco de desnacionalização da terra no Brasil, uma vez que os custos ambientais tornam-se insustentáveis para os agricultores locais mas viáveis para investidores de outros países.

O Brasil possui 5,2 milhões de propriedades, das quais 3,8 milhões de até quatro módulos fiscais, que são consideradas pequenas. As grandes respondem por uma produção pautada principalmente para a exportação, e as médias variam de acordo com cada região do País.

As propostas de solução para o impasse apresentam diferenças importantes.

O professor Sebastião Renato Valverde, da Universidade Federal de Viçosa, simplesmente defende o fim da RL, o que não corresponde ao meu ponto de vista. Estou disposto a manter a RL no meu relatório, adaptando-a à realidade econômica e social do campo brasileiro. Creio, entretanto, importante que vocês conheçam a opinião do professor da UFV (quem se interessar, pode solicitar artigos do professor para meu gabinete).

Há ainda quem defenda que as pequenas propriedades sejam isentadas da obrigação de RL, permanecendo apenas a exigência da APP para a proteção do solo e dos recursos hídricos.

Outros advogam que a RL seja transferida da referência da propriedade para o bioma e a bacia hidrográfica. Os rios de primeira geração (aqueles que desaguam no oceano), seus afuentes (segunda geração) e o afluente do afluente (terceira geração) teriam, além da APP, a RL anexa.

Os técnicos e cientistas que defendem essa posição o fazem a partir da convicção que, próxima dos rios, as RL’s cumpririam a função de corredor ecológico, sustentando a reprodução da fauna, mesmo na cadeia alimentar necessária para os mamíferos superiores. Além disso, protegeriam a flora em escala mais eficaz do que pequenas RL’s distribuídas por propriedades.

Outros afirmam que a unidade a ser protegida por RL deve ser o bioma, pouco importando se 80% da Amazônia está preservada em propriedades, parques nacionais, unidades de conservação, RL’s coletivas e assim por diante.

Como se vê, é possível encontrar soluções criativas e adequadas para proteger a natureza e os produtores brasileiros de alimentos para o mercado interno e para exportação.

A APP, como já disse na carta anterior, está voltada para defender a fragilidade do solo e da água, embora seja insuficiente para alcançar esses objetivos sozinha. Vi casos de represas cercadas de uma bela e verde APP, mas cuja água recebe o esgoto de centenas de milhares de pessoas. Essa APP não conseguiu proteger a água.

Pesquisadores da Embrapa questionam duramente a ideia da mata ciliar, aquela que protege as margens dos rios, riachos e lagoas, ter o parâmetro único da medida em metros. Eles opinam que a largura da APP deve considerar a natureza do terreno da margem do rio e do solo que a constitui. Quanto maior o declive do terreno, maior deve ser a mata ciliar, argumentam. Da mesma forma, quanto mais frágil o solo (tipo arenoso), também maior deve ser a proteção. Em sentido inverso, sustentam que em terreno plano e de solo consistente (argiloso) a APP pode ser proporcionalmente reduzida. Aconselho que as medidas para a mata ciliar derivem de estudos técnicos em boa parte disponíveis, e não de uma proposta aleatória, sem referência na realidade.

Disponho da exposição do pesquisador Gustavo Ribas Cursio, que trata do assunto e que vocês também podem solicitar.

Atenciosamente,

Aldo Rebelo

Obs.1: Aos que solicitaram informações sobre a ONG Greenpeace, segue abaixo uma esclarecedora entrevista publicada na revista Veja.

Obs.2: O jornal Valor Econômico publicou uma entrevista comigo sobre Código Florestal. Está em http://www.aldorebelo.com.br/?pagina=entrevistas

REVISTA VEJA
Edição 1338, ANO 27, 4 de maio de 1994

OS PODRES DOS VERDES




O autor de três filmes com ataques contra o Greenpeace diz que a maior entidade ecológica do mundo tem contas secretas, é corrupta e mentirosa

André Petry

O islandês Magnus Gudmundsson, 40 anos, já plantou muitas árvores na vida. Na juventude, fazia excursões a uma região da Islândia, país situado no extremo do Hemisfério Norte, só para plantá-las. “Devido ao frio, temos poucas árvores. Mas se plantadas, elas sobrevivem. Na região a que eu ia hoje há uma pequena floresta”, diz. O jovem ecologista tornou-se o inimigo número 1 do Greenpeace, a barulhenta organização ecológica com 5 milhões de filiados em trinta países. Jornalista, Gudmundsson foi escalado em 1984 para cobrir uma eleição na Groelândia. Lá, viu o estrago que uma campanha do Greenpeace estava provocando nos esquimós co a proibição da caça da foca. Tomou um empréstimo no banco e produziu um documentário, em 1989, denunciando a entidade: “A intenção era fazer só um. Mas o Greenpeace passou a me atacar onde pode. Agora, estou empenhado em mostrar que eles não produzem consciência ecológica. Produzem manipulação e histeria”, afirma.

Em 1993, fez outros dois, um deles agraciado como o melhor documentário do ano na Escandinávia. Todos são reportagens com pesadas acusações ao Greenpeace. Com a exibição dos documentários, que lhe renderam no total 50 000 dólares, Gudmundsson tem causado estragos ao Greenpeace. “Na Suécia, o Greenpeace tinha 360 000 militantes. Já perdeu um terço. Na Dinamarca, o número caiu à metade. Na Noruega nem existe mais. Eles só têm meia dúzia de funcionários no escritório de Oslo”, diz.

Na briga, Gudmundsson desembarca nesta semana no Brasil para colher material para um quarto documentário. Já mandou cópia de seus filmes ao Brasil, mas nunca teve notícia de seua exibição. Casado com uma historiadora, pai de um rapaz de 20 anos e de uma menina de 15, Gudmundsson vive com a sua família em sua cidade natal, Reikjavik, a capital da Islândia. É dono de uma produtora de vídeo, que trabalha para empresas privadas. Na semana passada, ele deu a seguinte entrevista a VEJA:

Veja – O Greenpeace é uma organização ecológica séria?

Gudmundsson – O Greenpeace se apresenta como uma entidade que quer proteger o meio ambiente. Na verdade, é uma multinacional que busca poder político e dinheiro. E vai muito bem. Tem poder, uma enorme influência na mídia no mundo inteiro e recolhe 200 milhões de dólares por ano. David McTaggart, que presidiu o Greenpeace por doze anos, é o dono da entidade. A marca Greenpeace está registrada no nome dele na Câmara de Comércio de Amsterdã, na Holanda.

V – É uma empresa privada?

G – Sim. Quem quiser fundar um escritório do Greenpeace tem de pagar ao senhor McTaggart pelo uso da marca. Funciona como um sistema de franquia. O Greenpeace é o McDonald’s da ecologia mundial. Cada escritório no mundo é obrigado a mandar um mínimo de dinheiro por ano para Amsterdã, a sede do Greenpeace International. Oficialmente, deve mandar 24% do que arrecada. Também existe uma cota mínima de contribuição. Só que é tão alta que há escritórios, como o da própria Holanda, que chegam a mandar 60% do que recolhem. Quem não faz dinheiro cai fora. Na Dinamarca, eles demitiram o pessoal todo. Na Austrália também.

V – Não é um meio lícito de sustentar a organização?

G – Deveria ser. Mas no Greenpeace há desvio e lavagem de dinheiro. Quem diz isso é Franz Kotter, um holandês que foi contador da entidade em Amsterdã. Kotter mexia com o dinheiro em contas bancárias secretas. O Greenpeace tem pelo menos dezessete contas secretas em nome de entidades também secretas. O governo francês pagou ao Greenpeace 20 milhões de dólares de indenização por ter afundado o navio Rainbow Warrior, na Nova Zelândia, em 1985. O dinheiro foi depositado na conta do Greenpeace em Londres, mas não ficou lá nem trinta segundos. Foi transferido para uma conta secreta no Rabo Bank, na Holanda. Essa conta está no nome de uma entidade chamada Ecological Challenge. Examinando os registros, descobrimos que a entidade pertence ao senhor McTaggart. Kotter diz que há pelo menos 70 milhões em contas secretas.

V – O Greenpeace engana os 5 milhões de pessoas que são filiadas à entidade?

G – Eles enganam mais do que 5 milhões de pessoas. Existe um bom exemplo disso. Em seus filmes, manipulam o público produzindo cenas forjadas. Foi o que fizeram em 1978, no Canadá. É a cena de um caçador torturando um filhote de foca. O caçador puxa uma corda arrastando a foca pela neve, deixando um rastro de sangue, enquanto a mãe-foca dá pinotes atrás da cria, querendo alcança-la num gesto de desespero. Em seguida, há um close na cara da foca-mãe. O bicho aparece com um olhar quase humano de tristeza. Qualquer espectador fica indignado com o que vê. Mas, através de um computador da Otan que analisa fotos de satélites, foi possível provar que a cena não era um flagrante de trinta segundos, como o Greenpeace dizia. O computador analisou a extensão das sombras na neve e chegou à conclusão de que a filmagem durou entre duas e três horas. Era um vídeo para mostrar o tratamento cruel que os caçadores infligiam às focas. Mas quem organizou a tortura foi o Greenpeace.

V – Esse episódio não pode ser uma exceção?

G – A armação é uma prática. Em 1986, houve outra, O pessoal do Greenpeace pegou um grupo de adolescentes na Austrália e, por duas semanas, promoveu bebedeiras com os jovens. No fim, convenceram o grupo a matar e torturar cangurus. Os jovens estavam bêbados. Aliás, quem filmou a “matança de cangurus” foi o mesmo câmera da armação das focas, Michael Chechik. A cena é horripilante. O grupo maltrata os cangurus e corta a barriga de uma fêmea para retirar de seu útero um feto que se mexe freneticamente. É impressionante. Na ano passado, o porta-voz do Greenpeace na Suécia, Goakim Bergman, admitiu num programa de televisão que a cena fôra forjada. Eles promovem as atrocidades a atribuem-nas aos nativos para promover a sua causa. É um absurdo e uma incoerência. Se a causa é boa, não é preciso manipular.

V – Evitar matança de focas ou cangurus não é uma boa causa?

G- Não sou contra a ecologia. Sou contra a manipulação e a mentira. Com essa farsa, que tipo de consciência mundial ecológica esses grupos estão ajudando a criar? Não é consciência, é histeria. Eles ajudam as pessoas a pensar que estamos à beira de uma catástrofe planetária. Muita gente, embalada por essa balela, dá dinheiro para esses grupos. Gostaria que estivessem dando dinheiro para a pesquisa científica. É a partir dela que se encontrarão as soluções para os problemas ambientais. E não pelo enriquecimento de tipos sem escrúpulos, como David McTaggart, que usa a ecologia para ganhar dinheiro.

V – O senhor tem provas disso?

G – A vida dele é a prova. Na década de 60, o atual presidente de honra do Greenpeace saiu do Canadá e foi morar na Califórnia. Deu um golpe na mulher, na sogra e numa família do Estado do Colorado. Entrevistamos a sogra e o senhor Wells Lange, do Colorado. Só a família Lange levou um prejuízo de 10 milhões de dólares. McTaggart roubou todo mundo e sumiu. Foi reaparecer na década de 70 na Nova Zelândia. Nessa época, ficou sabendo que o Greenpeace queria um barco para fazer um protesto no Pacífico. McTaggart tinha um. Ofereceu seu barco e foi ao protesto. Depois disso, decidiu aderir à organização, afastou seus fundadores e passou a ter controle sobre tudo. Mas quem ler a biografia oficial dele feita pelo Greenpeace dará boa gargalhadas. Lá, está dito que McTaggart era uma homem de negócios bem-sucedido na Califórnia que, depois de muito rico, resolveu largar tudo para defender o planeta. Voou para a Nova Zelândia e lá entrou para a entidade, Tudo balela. Antes de ir ao protesto náutico de Greenpeace na Nova Zelândia, ele estava preso por contrabando de relógios suíços. É um picareta notório, que vive hoje numa mansão no interior da Itália.

V – O senhor não vê nenhum dado positivo no trabalho que as entidades ecológicas promovem?

G – Os grupos ecológicos são importantes e têm um papel muito sério a executar no mundo. Mas as organizações ecológicas precisam ser críveis, evitar histeria. Promover um trabalho racional e científico. Elas deveriam canalizar seus esforços para conservar o meio ambiente, e não para destruir a sobrevivência de muitas comunidades. O homem tem que viver da natureza, e não a natureza viver à custa do homem.Costumo dizer que é preciso conservar a natureza e não preservá-la. Explico. “Preservar” uma floresta significa deixá-la intocada. Mas “conservar” uma floresta implica descobrir meios de explorá-la para o bem da humanidade. Há ecologistas que desrespeitam os seres humanos. Vi uma vez, na numa reunião ecológica na França, um índio brasileiro. Levaram o índio para lá e o colocaram em exposição como um animal raro. Diziam o que devia fazer, onde sentar, quando levantar. Depois, todos ficaram tomando uísque, conversando. O índio ficou num canto, sozinho. Tive pena de sua solidão.

V – Não existe uma entidade ecológica séria?

G – Os grupos sérios que conheço atuam em âmbito local. Há um grupo seriíssimo na Noruega, por exemplo. É o Bellona, que faz trabalha contra a poluição ambiental. Faz um trabalho científico. É tão positivo que quando descobre alguma coisa errada numa indústria os primeiros a lhe dar atenção são os empresários. Um grupo ecológico não pode encarar a indústria como um monstro. As indústrias foram erguidas pelo homem porque a humanidade precisa delas. Só deve aprender como usá-las com o menor dano possível à natureza. Proibir a caça da foca na Groelândia ou a produção de madeira na Amazônia é um cinismo porque destrói o meio de vida de comunidades inteiras. Há que evitar o extermínio das focas ou a destruição da Amazônia, mas não se pode destruir o homem. A humanidade não está dividida entre os verdes e os monstros. Queremos todos sobreviver.

V – As grandes organizações ecológicas nunca trouxeram benefício?

G – O Greenpeace fez o governa da França parar de promover testes nucleares na atmosfera. Sou inteiramente a favor dessa proibição. Não sou especialista em testes nucleares, mas não me agrada a idéia de explosões nucleares, pelo prejuízo que trazem ao meio ambiente. O problema é quando isso se torna um amontoado de mentiras. Se as explosões são ruins, isso não quer dizer que a energia nuclear também o seja. Sou a favor da energia nuclear para fins pacíficos. Mas já vi propaganda ecológica mostrando um sapo de três pernas que se criou perto de uma usina nuclear nos Estados Unidos. Era mentira. Não se mostrou nenhuma evidência científica de que o defeito tenha sido provocado pela radioatividade.

V – Há mentiras sobre tudo?

G – Já se chegou ao delírio de afirmar que o Brasil destrói, por dia, na Floresta Amazônica uma área igual à da Alemanha. Fiz os cálculos. Se fosse verdade, a floresta inteira estaria no chão em menos de um mês. Também se mente sobre a caça das baleias. Venderam a idéia de que era preciso preservá-las. Há setenta espécies de baleia, e algumas nunca foram caçadas porque não dão boa carne para o consumo humano. Na virada do século, aí sim, as baleias corriam o risco e os próprios países que costuma caça-las tomaram medidas para evitar sua extinção. Essa é uma questão muito antiga, mas os ecologistas parece que tomaram conhecimento dela agora. Na década de 80, o Greenpeace, sem nenhuma base científica, inventou de proibir a caça à baleia. De lá para cá, protegeu-se tanto as baleias que meu país, a Islândia, se encontra à beira de um desastre ecológico. Elas são tão numerosas que comem 1,5 milhão de toneladas de peixe por ano, mais que todos os pescadores do país conseguiram pescar nesse período.

V – O senhor e sua família comem carne de baleia?

G – Claro. É uma tradição cultural na Islândia. É quase como proibir os brasileiros de comer arroz com feijão. Como carne de baleia sem remorso, assim como meus antepassados fizeram há milênios. Nem por isso quero o extermínio das baleias. Quero que existam, em abundância, mas a serviço da sobrevivência humana. A proibição da caça à baleia só foi aprovada por causa da corrupção dos ecologistas.

V – Como assim?

G – O Greenpeace usou 5 milhões de dólares para subornar os delegados de pelo menos seis países na Comissão Internacional de Caça à Baleia. Foram os delegados de Costa Rica, Santa Lúcia, Antígua, São Vicente, Belize e Seyschelles. Houve casos em que militantes do Greenpeace sentavam à mesa de negociações como se fossem delegados de governo. Quem conta isso é um biólogo marinho, Francisco Palaccio, que trabalhava para o Greenpeace. Ele dispunha de 5 milhões de dólares, depositados num banco das Bahamas, para subornar os delegados. Pagava viagens turísticas ao exterior para eles e suas mulheres com hospedagem em hotéis de luxo. Na década de 80, o Greenpeace conseguiu maioria para aprovar a proibição da caça à baleia. O próprio Palaccio sentou-se com a comissão como delegado de Santa Lúcia. A assessoria científica da comissão já fez um estudo alertando que a proibição da caça à baleia é uma aberração e está causando problemas ecológicos.

V – Se não são sérias, como as entidades ecológicas conseguiram tanto ao redor do mundo?

G – Eles fazem mais barulho do que recolhem apoio. Vi um protesto de jovens em Washington na frente de um restaurante que servia peixes da Islândia. O protesto acabou quando as luzes das televisões foram desligadas. Então, o Greenpeace pagou 5 dólares para cada um dos presentes e eles foram embora. Falei com alguns dos manifestantes. Muitos não sabiam a razão do protesto nem onde fica a Islândia. Isso é barulho, não é apoio. Mas, mesmo que se admita que tenham apoio, em parte isso se deve à idéia fácil que vendem. Fazem uma propaganda de tal modo que fica parecendo que quem não é ecologista é favorável à destruição da Floresta Amazônica ou quer matar todos os cangurus da Austrália. Ninguém quer isso. Nem os madeireiros da Amazônia nem os caçadores de canguru. Mas os grupos ecológicos usam argumentos emocional para defender sua causa. E, em geral, são contestados com argumentos técnicos. Os argumentos emocionais pesam mais para a maioria das pessoas. Afinal, nem todos temos informações técnicas, mas todos temos coração.

V – A propaganda de produtos naturais não ajuda a formar uma consciência ecológica?

G – Na maioria dos casos ajuda a encher os bolsos de quem vende. O ambientalismo movimenta bilhões de dólares por ano. Um executivo de uma entidade ecológica nos Estados Unidos ganha mais de 10 mil dólares por mês. Mas não são só eles. Anita Roddick, a dona da famosa Body Shop, que se vangloria de só vender cosméticos ecológicos, ganha dinheiro à beça. Estive com ela uma vez numa palestra. Ela disse que os produtos ecológicos da Body Shop não são testados em animais para não fazê-los sofrer. É mentira. Roddick vende os cosméticos nos Estados Unidos, onde a lei só permite que sejam comercializados se forem testados em animais. Ela não está preocupada com a ecologia, quer apenas fazer dinheiro.

V – O senhor não tem receio de estar sendo manipulado pro governos com interesses na caça à baleia ou indústrias poluentes?

G – Sou procurado por todo tipo de gente. Por políticos que querem manipular minha mensagem ou fabricantes que causam um dano enorme à natureza. Sou jornalista, atendo a todos os telefonemas porque podem ter informação importante para me fornecer. Mas não trabalho para ninguém nem jamais aceitei dinheiro de nenhum órgão. Como jornalista, estou procurando a verdade. Faço conferências para quem me convidar. Falo para partidos de esquerda ou direita, para empresários ou grupos ecológicos. O Greenpeace me acusa de várias coisas, dependendo do país. Na Europa, dizem que estou vinculado a esquadrões da morte latino-americanos. Nos Estados Unidos, dizem que sou anti-semita ou pertenço à seita Moon. Enfim, há de tudo.

V – O senhor gostaria que seus filhos tivessem militância ecológica?

G – Só me preocuparia se entrassem para uma entidade tipo Greenpeace. Nenhum pai ficaria tranqüilo vendo seu filho ser manipulado.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Novas noticias do Greenpeace

Greenpeace Ciberativismo
13 de Maio de 2010

Salvar o planeta está a um clique de distância

Caro ciberativista,

Salvar o planeta está a um clique de distância. O Greenpeace tem atualmente três ações virtuais em curso, que precisam da participação do maior número de pessoas.

Caso você já tenha participado, muito obrigado por pressionar políticos e empresários a, no mínimo, repensarem suas atitudes. Se você ainda não participou, ainda há tempo.

Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz!
Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado. O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresentará em breve documento propondo reduzir a proteção de nossas florestas. Mande um e-mail para que ele não altere o Código Florestal.

Nestlé põe orangotangos no rumo da extinção
A Nestlé compra óleo de dendê da Indonésia para produzir seus chocolates. Com uma demanda crescente, as florestas são derrubadas e substituídas por plantações de dendezeiros. A sobrevivência de comunidades locais e dos orangotangos, nativos da floresta, está ameaçada. Proteste!

Defesa da baleia pode levar ativistas para a cadeia
Dois ativistas do Greenpeace no Japão estão sendo julgados por desvendarem e denunciarem uma rede de corrupção no programa baleeiro japonês. Eles precisam mais do que nunca de sua ajuda. Sem um julgamento justo, do jeito que tem sido feito, eles podem pegar até dez anos de prisão. Mande uma mensagem ao governo japonês dizendo que você está do lado dos defensores das baleias.

O que mais você pode fazer:
- encaminhar nossos e-mails a seus amigos;
- seguir o Greenpeace nas redes sociais;
- publicar nossas notícias/vídeos/petições em blogs, sites e redes sociais;
- comentar nossas notícias;
- iniciar debates e fóruns sobre as campanhas do Greenpeace, incentivando a troca de conhecimento;
- juntar-se a nós como colaborador.

Aproveite e veja nosso vídeo pelo Dia da Terra. E espalhe a mensagem: todos juntos fazem a diferença.


Um abraço,
Edu Santaela





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Minha homenagem à mãe natureza...

segunda-feira, 3 de maio de 2010


Gente, que absurdo foi este vazamento no mar do Golfo do México! Foi pra devastar de vez mesmo com a nossa natureza! Estou passada!!!!


Informativo

Petróleo e Derivados, Fauna e Flora, Poluição Hídrica

Mancha de óleo ameaça um dos ecossistemas mais importantes dos EUA Envie para um amigoImprimir

Na primeira fila, está o arquipélago das Chandeleurs, refúgio das andorinhas-do-mar e dos pelicanos, santuário da biodiversidade, região de areia clara que está para ser afogada no óleo. Depois, superado e conquistado o primeiro posto avançado da natureza, a catástrofe negra irá atingir os pântanos da Louisiana, com os crocodilos e os peixes-boi, uma espécie próxima dos golfinhos, que serão cobertos de óleo. A menos que ocorra um milagre, em poucas horas um dos mais importantes ecossistemas norte-americanos irá sofrer um golpe do qual não poderá se recuperar em décadas.

Só a uma semana do primeiro sinal, anunciado em surdina como se fosse pouco mais do que um acidente de rotina, o porte do desastre está se revelando em toda a sua dramaticidade. Enquanto outras sondas estão à espera da luz verde para exportar o risco para a área ártica, começa-se a perfilar um balanço de pesadelo para a Louisiana.

"A onda de óleo que está para se abater na costa dos EUA irá provocar efeitos devastadores. O principal local de pesca dos EUA está em risco", explica Massimiliano Rocco, responsável da WWF para as espécies em risco.

Um dos paraísos da natureza norte-americana está em risco. "Não se esperaria ver arraias nos EUA, porém, ao longo da Louisiana, pode-se fazer achados dignos dos mares tropicais", conta Alberto Luca Recchi, naturalista e documentarista, especialista naqueles mares. "É uma zona de uma beleza incrível. O jogo entre terra e água salgada, nas costas, não deve nada à paisagem do delta do Okawango, um dos mitos das grandes viagens à África. E o mar é extraordinariamente rico de vida. Me dá calafrios pensar que tudo isso corre o risco de ser apagado pelo petróleo".

"Serão necessários 50 anos antes que o ecossistema se recupere da catástrofe", prevê Silvio Greco, especialista do Instituto Superior para a Proteção e a Pesquisa Ambiental (Ispra). "Esse pode ser o maior desastre natural da história norte-americana. Os efeitos do petróleo poderão ser sentidos em todos os níveis, dos micro-organismos dos quais os peixes e os crustáceos se nutrem, até os grandes cetáceos e os pássaros. Muitos das substâncias tóxicas se acumulam assim que se sobe na cadeia alimentar, até chegar aos animais maiores, enquanto aquelas que se depositam no fundo provocam efeitos de longa duração".

Além disso, o desastre não podia acontecer em um momento pior, visto que este é o período em que a maior parte dos animais descansa na região atingida pela maré negra para se reproduzir. Entre as espécies que mais estão em risco está o atum atlântico, já em risco de extinção: ele deposita os ovos nos golfo do México entre a metade de abril e a metade de junho. Também estão em perigo as tartarugas marinhas. O golfo é também uma das regiões de reprodução preferidas pelos tubarões.

Os efeitos da agressão do petróleo serão longos. A ação de contenção mecânica, que tem alguma eficácia só se o mar está relativamente tranquilo, serve para reduzir o impacto da camada oleosa da superfície da água. Mas esse impacto, mesmo que grave, é relativamente breve. Bem mais devastador é o efeito produzido pelo afundamento das substâncias poluidoras que vão se depositar no fundo do mar como um lençol que resiste durante décadas.

domingo, 2 de maio de 2010

Preocupada com o destino do nosso Planeta...

Bem, estou tentando ajudar "só um pouquinho" na causa ambiental...espero que todos possm colaborar! cada um faça a sua parte!




Caso tenha problemas para visualizar o email acesse o link:

http://www.greenpeace-comunicacao.org.br/intranet/boletim/boletim/20100429_569.html

Greenpeace Ciberativismo
29 de Abril de 2010



O perigo está chegando. Você ainda pode proteger as florestas.

O clique para salvar a floresta começa a dar resultado. O deputado Aldo Rebelo, que prepara neste momento o relatório para a comissão especial que pretende devastar o Código Florestal, sentiu que os brasileiros desejam proteger as matas, não as destruir.

Desde terça-feira, 27 de abril, ele tenta justificar por que alguém que se diz comunista se bandeia para o lado dos ruralistas que querem acabar com as matas do Brasil. Quem participa da nossa ciberação, e pede que Aldo deixe nossas florestas em paz, recebe um e-mail como resposta.

Se você ainda não participou da ciberação, ainda dá tempo. Clique aqui.

Nesse e-mail, Aldo argumenta que as mudanças pensadas por ele para o Código Florestal – coincidentemente apoiadas pela bancada da motosserra, que domina a comissão especial – são baseadas em muito estudo e investigação. Para dar um ar de transparência, Aldo convida o ciberativista a visitar o site da Câmara Federal, sugerindo que lá você terá acesso ao debate sobre o Código Florestal.

Engraçado é que seu conteúdo prova que os deputados não fazem mesmo seu trabalho a sério. Se hoje você clicar em notícias, por exemplo, não verá nada. Quem navegar pelas outras páginas vai perceber que os deputados, Aldo inclusive, só ouviram e viram que era bom para eles. Por exemplo, das pessoas ouvidas em audiências públicas com registro, ou seja, que é possível saber o que foi dito (o que não se aplica a todas, aliás), 65% eram representantes do agronegócio e políticos locais. Apenas 8% representavam a agricultura familiar e 7% eram ambientalistas.

Aldo Rebelo está para apresentar seu relatório a qualquer momento. Peça a ele que não mexa no Código Florestal no fim do seu mandato. Assine a petição e peça a seus amigos fazerem o mesmo.

A hora é essa. Vamos, juntos, deixar claro que não queremos que o ronco da motosserra continue ameaçando nossas florestas.



Rafael Cruz
Coordenador de campanha
Greenpeace