terça-feira, 24 de agosto de 2010

CIÊNCIA TEME PELO FUTURO DA FLORESTA

Notícia - 13 jul 2010
As duas associações que representam a comunidade científica brasileira falam como proposta de mudança do Código Florestal é nociva para o país.

'Mar' de árvores derrubadas no Pará em 2001, imagem que maioria dos brasileiros gostaria de deixar no passado ©Greenpeace/Daniel Beltra
Os ruralistas adoram falar que têm a ciência do seu lado ao propor mudanças no Código Florestal – a saber, redução de áreas de preservação permanente (APPs), como mata nas margens de rios e topos de morro, e da reserva legal, quando não pregam seu fim. A verdade, contudo, está bem distante.
Os dois principais grupos representativos da classe científica no Brasil – a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) – divulgaram uma carta conjunta repudiando o relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdo-B-SP), aprovado na semana passada pela comissão que tratou do tema na Câmara apesar da oposição de diversos setores da sociedade civil, inclusive as ONGs.
O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, e da ABC, Jacob Palis, afirmam que a comunidade científica não foi de fato consultada no processo, ao contrário do que Aldo afirma, e que a proposta “foi pautada muito mais em interesses unilaterais de determinados setores econômicos”.
“Se os ruralistas de fato tivessem a preocupação em montar uma proposta séria de reforma do Código Florestal, deixariam de lado seus cientistas de aluguel e passariam a ouvir quem faz e entende mesmo de ciência no Brasil, representados por esses dois grupos, SBPC e ABC”, afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Leia a seguir a íntegra da carta conjunta, também disponível no site da SBPC.

"Senhor Deputado,

O Brasil foi o primeiro país do mundo a buscar uma agricultura tropical altamente produtiva, fruto principalmente de investimentos contínuos em ciência e tecnologia. Com o aumento da produtividade das principais culturas agrícolas, a agricultura brasileira ganhou destaque mundial e passou a contribuir, decisivamente, para o desenvolvimento econômico e social do país, produzindo alimentos, fibras e bioenergia para o consumo interno e para exportação.

O Brasil já é uma potência agrícola, mas deve ser observado que o paradigma predominante em outras potências agrícolas do mundo desenvolvido é o do aumento da produtividade e não da expansão das fronteiras agrícolas. A competitividade se dá no terreno de maior inserção de ciência e tecnologia na produção e maior agregação de valor nas cadeias produtivas agrícolas e pecuárias.

Paralelamente, o Brasil ainda preserva grandes áreas intactas que abrigam uma extensa gama de formas de vida, caracterizando o país como detentor de uma megabiodiversidade. Portanto, o país tem a chance única na história de conciliar uma agricultura altamente desenvolvida com vastos ecossistemas naturais preservados e ou conservados que produzem uma gama de serviços ambientais dos quais a própria agricultura depende, dentre eles se destacam a manutenção da fertilidade dos solos e suas propriedades físicas e a produção e sustentabilidade dos regimes hídricos dos ecossistemas.

Editado em 1965, e substancialmente reformulado em 1989, o Código Florestal, constitui-se até hoje na peça fundamental de uma legislação ambiental reconhecida com uma das mais modernas do mundo. Ainda passível de aperfeiçoamentos como qualquer legislação, o Código Florestal é um arcabouço legal fundamental na manutenção de paisagens multi-funcionais que permitam seu aproveitamento tanto para a produção de alimentos, fibras e bioenergia; como também para preservação e manutenção dos ecossistemas, com amplos benefícios para toda a população.

Baseando-se na premissa errônea de que não há mais área disponível para expansão da agricultura brasileira, o Congresso brasileiro propôs, recentemente, uma reformulação do antigo Código Florestal.

Infelizmente, a reformulação desse Código não foi feita sobre a égide de uma sólida base científica, pelo contrário, a maioria da comunidade científica não foi sequer consultada e a reformulação foi pautada muito mais em interesses unilaterais de determinados setores econômicos.

Em decorrência, a comunidade científica brasileira se encontra extremamente preocupada frente às mudanças propostas, pois esta comunidade antevê a possibilidade de um aumento considerável na substituição de áreas naturais por áreas agrícolas em locais extremamente sensíveis como são as áreas alagadas, a zona ripária ao longo de rios e riachos, os topos de morros e as áreas com alta declividade.

As mudanças do Código Florestal igualmente poderão acelerar a ocupação de áreas de risco em inúmeras cidades brasileiras, estimular a impunidade devido a ampla anistia proposta àqueles que cometeram crimes ambientais até passado recente e a oportunidade de Estados brasileiros utilizarem a prerrogativa de legislar sobre temas ambientais para atrair futuros investimentos associados a mais degradação ambiental no meio rural.

Esta substituição levará, invariavelmente, a um decréscimo acentuado da biodiversidade, a um aumento das emissões de carbono para a atmosfera, no aumento das perdas de solo por erosão com consequente assoreamento de corpos hídricos, que conjuntamente levarão a perdas irreparáveis em serviços ambientais das quais a própria agricultura depende sobremaneira, e também poderão contribuir para aumentar desastres naturais ligados a deslizamentos em encostas, inundações e enchentes nas cidades e áreas rurais.

Assim sendo, a comunidade científica reconhece claramente a importância da agricultura na economia brasileira e mundial, como também reconhece a importância de aperfeiçoar o Código Florestal visando atender a nova realidade rural brasileira.

Entretanto, entendemos que qualquer aperfeiçoamento deva ser conduzido à luz da ciência, com a definição de parâmetros que atendam a multi-funcionalidade das paisagens brasileiras, compatibilizando produção e conservação como sustentáculos de um novo modelo econômico que priorize a sustentabilidade.

Desta forma podemos chegar a decisões consensuais, entre produtores rurais, legisladores, e a sociedade civil organizada, pautadas por recomendações com base científica, referendadas pela academia e não a decisões pautadas por grupos de interesses setoriais, que comprometam de forma irreversível nossos ecossistemas naturais e os serviços ambientais que desempenham."

NO MEIO DA FUMAÇA

terça-feira 24/08/2010

NO MEIO DA FUMAÇA


Notícia - 23 ago 2010
Greenpeace sobrevoa e registra queimadas na Amazônia, que não poupam nem áreas protegidas. Fogo tem avançado de fronteira agropecuária para floresta.


Nuvem de fumaça encobre área que um dia já foi floresta. Nessa época, o fogo se alastra pela Amazônia. © Greenpeace/Rodrigo Baleia
“As condições de voo são precárias. A visibilidade está muito reduzida e é difícil controlar o avião”, avisava o piloto pelo rádio, na última quinta-feira. Sobrevoando a Floresta Nacional do Jamanxim, área protegida por lei no Pará, uma equipe do Greenpeace constatou o que os satélites já diziam: o local era pura fumaça. Há pelo menos um mês entre as dez unidades de conservação que mais queimam, a Flona do Jamanxim é uma faísca do que está acontecendo pela Amazônia nessa época.
Não é novidade. Quando os meses de junho e julho batem à porta, a chuva dá uma trégua e a temporada da seca chega à floresta tropical brasileira. É quando os produtores rurais aproveitam para “limpar” seus terrenos e renovar o cultivo, seja de agricultura ou pasto para a pecuária. Jeito antigo e barato de fazer o trabalho, o fogo ainda permanece como prática extremamente comum na região. Daí para as chamas avançarem sobre as cercas das fazendas e adentrarem a floresta é um pulo.
Foi justamente isso que o Greenpeace documentou. Em quatro dias de sobrevoos, a equipe cruzou o Pará de cima a baixo e foi do Norte a Oeste de Mato Grosso. Passando por muitas áreas embaçadas pela fumaça, foi difícil registrar as queimadas. Mas foi fácil perceber a associação entre fogo e áreas de expansão da agropecuária. Cruzando dados do Prodes (Pograma de Cálculo do Deflorestamento da Amazônia) com os locais dos focos, é fácil perceber que, geralmente, o fogo começa na fronteira entre floresta e campo.
“Encontramos grandes focos. Na região da BR-163, o fogo começou no pasto e já atingiu a floresta. E a mesma coisa acontece no Norte de Mato Grosso”, conta Paulo Adario, diretor da Campanha da Amazônia do Greenpeace. “Isso é trágico , porque além de afetar a saúde da população, as queimadas são, junto com o desmatamento, a principal contribuição que o Brasil dá para as mudanças climáticas. É preciso parar isso”.
Vem mais pela frente
Em tempos de mudanças no clima e acordos internacionais, a necessidade de frear as queimadas é latente: somadas às derrubadas, elas jogam na atmosfera 75% das emissões de gases estufa que o Brasil produz. Mas a tendência é que a curva de focos de calor só faça aumentar nos próximos meses. Além de ser um ano eleitoral, quando historicamente as autoridades fazem vista grossa para o problema, dessa vez, a seca está castigando.
A umidade relativa do ar este ano está baixíssima em algumas regiões da Amazônia. A taxa, que normalmente bate os 80%, já está em 15% no Sul do Amazonas e no Norte do Mato Grosso, por exemplo. O número está abaixo do que se encontra hoje São Paulo e Minas Gerais, ambos em torno dos 25%.
Esse cenário é propício para que o fogo se alastre. E as conseqüências já estão aí. As principais cidades amazônicas, como Manaus, Cuiabá e Porto Velho, têm passado os dias sob uma densa nuvem de fumaça. Os aeroportos abrem e fecham, a economia é afetada e a população bota fuligem para dentro dos pulmões. “Tudo isso que está acontecendo não ajuda os fazendeiros, não ajuda os nossos pulmões”, afirma Paulo Adario. “E, seguramente, não ajuda o clima do planeta”.

Ler mais: http://www.myspace.com/maggiegrazi/blog?bID=538537139#ixzz0xZCbjcsA

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sabão caseiro

Aprenda a fazer sabão com óleo de cozinha usado


Dar uma destinação correta ao óleo de cozinha usado ainda é um problema para muitas donas de casa. Uma alternativa para evitar que esse material vá contaminar solos e fontes de água é usá-lo para fabricar sabão. Abaixo, duas receitas de sabão em barra que podem ser feitas em casa.
Sabão em barra caseiro I
Ingredientes:
4 litros de óleo
1 kg de soda caustica diluída em 1 litro de água fervendo (fora do fogo)

Preparo:
Misturar e bater todos os ingredientes até o ponto.
Colocar dentro de caixa de papelão, em altura de uns 5 cm

Sabão em barra Caseiro II
Ingredientes:
4 L de óleo comestível usado
2 L de água
1/2 copo de sabão em pó
1 Kg de soda cáustica
5 mL de essência aromatizante (facultativo)

Preparo:
Dissolver o sabão em pó em ½ L de água quente
Dissolver a soda cáustica em 1 e ½ L de água quente
Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo
Mexer por 20 minutos
Adicionar a essência aromatizante
Despejar em formas
Desenformar no dia seguinte

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Faculdade Torricelli recebe mostra do Greenpeace - ACE-Guarulhos

Faculdade Torricelli recebe mostra do Greenpeace - ACE-Guarulhos
Faculdade Torricelli recebe mostra do Greenpeace

A exposição fotográfica e o vídeo com o tema “Salvar o Planeta. É Agora ou Agora”, realizada pelo Greenpeace, estará nas Faculdades Integradas Torricelli, na semana de 16 a 20/08, no Campus IV. A mostra é composta por quadros com imagens que retratam as causas e os impactos das mudanças climáticas, como a elevação dos níveis dos mares e a perda de biodiversidade.

Os visitantes poderão ainda ter acesso a informações sobre as soluções propostas pelo Greenpeace, como o uso de fontes renováveis de energia e a criação de áreas marinhas protegidas. Durante o período da exposição, uma equipe de monitores da organização dará dicas de preservação da natureza e consumo responsável, além de distribuir materiais informativos sobre as campanhas da ONG. A exposição será aberta ao público. Não perca!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gelo da Groenlândia pode desaparecer

Fonte: Planeta Urgente

Mar subiria sete metros, alerta cientista
Mais uma vez especialistas em ambiente alertam sobre novas evidências de que o aquecimento global está contribuindo com eventos extremos do clima e com a elevação do nível dos mares.
A comissão para independência energética e aquecimento global da Câmara dos Deputados americana foi advertida ontem por um painel de cientistas que toda a massa de gelo da Groenlândia pode desaparecer do mapa se as temperaturas subirem 2 graus centígrados, com severas consequências em termos de elevação dos níveis do mar.
A gigante camada de gelo da Groenlândia frequentou o noticiário semana passada quando a Geleira de Petermann, uma das maiores da região, soltou seu maior pedaço de gelo em meio século, resultando num bloco de 160 quilometros quadrados boiando no Estreito Norte, entre a Groenlândia e o Canadá.
Richard Alley, um professor de geociência na Pennsylvania State University, advertiu que a região encara um futuro ainda mais sombrio, com a previsão de mais icebergs caindo no mar por conta de temperaturas altas. Estas quedas poderiam ser ser sentidas a milhares de quilômetros do Ártico, levando a uma subida do nível do mar de até sete metros, disse ele.
Enquanto isso, pesquisadores também alertaram que a mudança do clima é pelo menos parcialmente responsável pelo clima anormalmente alto e seco de Moscou. Os incêndios em torno da capital da Rússia levaram a poluição a níveis sem precedentes. O departamento de saúde da cidade disse que o número de pessoas mortas diariamente em Moscou chegou a 700, o dobro do normal, informa o Business Green.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Copo comestível evita uso de descartáveis

Fonte: "Plante sustentável"

Eles são coloridos, divertidos, maleáveis, servem para encher de suco, água ou qualquer outra bebida, e ainda por cima são ambientalmente corretos. Tanto que, depois de usados, eles podem até ser ingeridos.
Desenvolvido pelo escritório de design "The way we see the world", o Jelloware é um copo comestível feito de um tipo especial de gelatina de algas, a agar-agar. A invenção ecológica vem em três sabores: lemon-basil (limão e manjericão), ginger-mint (gengibre e hortelã) e rosemary-beet (alecrim e beterraba).
"Estamos estudando algumas parcerias com pequenas fábricas para tentar produzir o Jellaware em larga escala para o mercado", explica Monica Bathia, uma das criadoras do produto. "O custo de produção é baixo, apenas para refrigeração, criação de moldes e agar-agar".
Em breve, segundo ela, o escritório deve fornecer pequenas quantidades do produto para eventos, restaurantes e cafés. Diferentemente dos copos feitos de vidro ou plástico, que podem ser guardados no armário da cozinha, os de gelatina devem ser armazenados na geladeira. "Mas, quando em uso, eles podem ser manuseados como qualquer copo", diz Monica.
Outro cuidado que o consumidor deve ter, segundo a designer, é em relação a quantidade de unidades de Jelloware que podem ser ingeridas por dia. "Nós não recomendamos mais do que três", afirma. "A agar-agar tem propriedades laxativas".Quem não quiser correr o risco, pode jogar o recipiente fora no lixo comum ou na grama de casa, sem culpa na consciência. Diferente dos copos de plásticos descartáveis, o Jelloware é biodegradável e ainda serve como nutriente para plantas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A importância de Reflorestar

PostHeader

As atividades de reflorestamento promovem o seqüestro de CO2 da atmosfera, diminuindo assim a concentração deste gás e consequentemente, desempenhando um importante papel no combate à intensificação do efeito estufa. A remoção do gás carbônico da atmosfera é realizada graças à fotossíntese, permitindo a fixação do carbono na biomassa da vegetação e nos solos.


Conforme a vegetação vai crescendo, o carbono vai sendo incorporado nos troncos, galhos, folhas e raízes. Cerca de 50% da biomassa vegetal é constituída de carbono, e a floresta amazônica é um grande estoque mundial de carbono pela sua área e densidade de biomassa. A floresta amazônica armazena cerca de 140 toneladas de carbono por hectare.
O reflorestamento é de grande importância no combate às mudanças climáticas. No aumento dos recursos hídricos, na redução dos prejuízos na agricultura relacionados com enchentes, no aumento do estoque sustentável de madeira legal, seqüestro de CO2 e redução do efeito estufa.

* As árvores evitam ou reduzem a erosão do solo e a contaminação da água.
* Segundo sua situação, espécie, tamanho e estado, a sombra das árvores pode reduzir os gastos em ar condicionado de edifícios residenciais e comerciais entre um percentual de 15% a 50%.
* A sombra das árvores refresca as ruas e os estacionamentos. Nas cidades as temperaturas costumam registrar entre 05 e 09 graus a mais do que nas regiões onde existem árvores.
* As árvores são um meio de refrigeração natural que reduz a necessidade da construção de centrais hidrelétricas e nucleares.
* Contribuem com as correntes subterrâneas e à manutenção dos rios
* As árvores convenientemente plantadas reduzem significativamente a poluição acústica nos cruzamentos e vias de grande movimento.
* Servem de barreiras visuais.
* É uma fonte constante de combustível para estufas e usinas.
* O manejo planejado e controlado de florestas é uma fonte sustentável de madeira.
* As árvores de uma zona residencial ou comercial, bem colocadas e cuidadas, podem aumentar o valor dos imóveis, além de protegê-las do vento.
* As florestas têm papel, importante na preservação da Fauna e da Flora silvestres.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Slide com poesia de Michael Joseph Jackson

Uma bela homenagem ao nosso lindo Planeta...


MOSAICO DE ANIMAIS - greenpeace

A energia solar se torna mais barata que a nuclear

Sistemas solares fotovoltaicos foram por muito tempo apresentados como uma forma limpa de gerar eletricidade, porém cara se comparada com outras alternativas, do petróleo à energia atômica. Não mais.
Numa "passagem histórica", os custos dos sistemas solares fotovoltaicos caíram a um ponto no qual são menores do que projetos de novas usinas nucleares, de acordo com um relatório publicado em julho.
"O sistema fotovoltaico se tornou uma alternativa de baixo custo a novas usinas nucleares", conforme o estudo chamado Custos Solares e Nucleares, de John Blackburn, professor de economia da Universidade Duke, na Carolina do Norte, e Sam Cunningham, um aluno de graduação. A passagem ocorre quando o preço do kilowatt/hora chega a 16 centavos de dólar.
Enquanto o custo da energia solar vem declinando, os custos da energia nuclear aumentaram nos últimos oito anos, disse Mark Cooper, pesquisador de análise econômica da Universidade de Vermont.
A estimativa de custos de construção - cerca de 3 bilhões de dólares por reator em 2002 - vem sendo revisada regularmente para cima, para uma média de 10 bilhões de dólares por reator, e as estimativas apontam que continuaram subindo, disse Cooper, um analista cuja especialidade é avaliar os preços da energia nuclear. Identificar o custo real de tecnologias de geração de energia é complicado por causa da amplitude dos subsídios e renúncia fiscal envolvidos.
Como resultados, os contribuintes e usuários americanos podem terminar gastando centenas de bilhões de dólares ou até trilhões de dólares a mais que o necessário para alcançar uma ampla oferta de energia de baixo carbono, se propostas legislativas no Congresso americano levarem à adoção de um ambicioso programa de desenvolvimento nuclear, registrou um relatório em novembro passado.
O documento Todos os Riscos, Nenhuma Recompensa para os Contribuintes, foi a resposta para uma lista desenvolvida pelo Instituto de Energia Nuclear, um grupo industrial. O instituto defendeu um mix de subsídios, créditos de impostos, garantias de empréstimos, simplificações de processos e suporte institucional em larga escala.
Em nível estadual, a indústria pressionou para o caso de "obra em progresso", um sistema de financiamento que obriga os usuários de eletricidade a pagar o custo de novos reatores durante a construção e, por vezes, ainda no estágio de projeto.
Com longos períodos de obras e atrasos frequentes, isso pode significar que os usuários de eletricidade comecem a pagar preços mais caros 12 anos antes que as usinas produzam eletricidade.
Entre 1943 e 1999, o governo americano pagou perto de 151 bilhões de dólares (valores de 1999), em subsídios para energia eólica, solar e nuclear, como escreveu Marshall Goldberg, do Projeto de Políticas de Energia Renováveis, uma organização de pesquisa de Washington. Desse total, 96,3% foram para a energia nuclear, segundo o relatório.
Segundo Mark Cooper, ainda assim tais custos são insignificantes em comparação com os riscos financeiros e subsídios que podem acompanhar a próxima onda de construção de usinas nucleares.
A agência classificadora de riscos Moody's mencionou os riscos de novas usinas nucleares em um relatório de 2009. "A Moody's avalia adotar uma visão negativa para a construção de novas centrais nucleares", registra o documento.
Historicamente, a maioria das novas construções nucleares recebeu avaliações negativas, às vezes várias. "Ninguém construiu um reator contemporâneo, usando padrões contemporâneos, portanto ninguém tem experiência para estar confiante de quanto isso vai custar", disse Stephen Maloney, um consultor da indústria.
O risco de mercado foi agravado com a recente recessão. "A crise atual diminuiu a demanda por energia mais do que a crise do petróleo dos anos 1970", disse Cooper. A recessão "parece ter causado uma mudança fundamental nos padrões de consumo que diminuirá a taxa de crescimento de longo prazo da procura por eletricidade".

VÍDEO CHOCANTE: O GREENPEACE VAI ATÉ O GOLFO DO MÉXICO


Como diz Beto Guedes naquela canção: "...Estão te maltratando por dinheiro..."


Uma nova forma de aproveitar a energia solar

Pesquisadores da Universidade de Stanford criam novo processo de conversão de energia que pode melhorar em 50% a eficiência das células solares.
A técnica combina simultaneamente a luz e o calor para gerar eletricidade e utiliza menos materiais para a fabricação de componentes do que os métodos convencionais.
O processo, chamado de "photon enhanced thermionic emission,", ou PETE, pode tornar a energia solar tão competitiva quanto o óleo. Seu grande diferencial é que, diferentemente da tecnologia fotovoltaica dos painéis solares, que se torna menos eficiente com o aumento da temperatura, ele melhora conforme esquenta.
A maioria das células fotovoltaicas usa o silício como semicondutor para converter energia dos fótons de luz em eletricidade. No entanto, essas células somente usam uma porção do espectro de luz, sendo que o restante escapa na forma de calor. O desperdício chega a ser de 50%.
Foi justamente pensando numa forma de aproveitar esta energia que uma equipe liderada pelo engenheiro Nick Melosh desenvolveu o PETE. O grupo descobriu que cobrindo um pedaço de material semicondutor com uma fina camada de Césio o tornava apto para gerar eletricidade tanto da luz como do calor. Enquanto a maioria das células de silício fica inerte com temperaturas acima de 100º C, este novo processo físico da PETE atinge seu pico de eficiência a 200º C.
Os raios chegam ao PETE primeiro, onde o calor e a luz serão aproveitados; se depois disso ele for encaminhado para um ciclo térmico, a eficiência pode chegar a 55% ou 60% - quase o triplo dos sistemas atuais.
A pesquisa teve apoio do Departamento de Energia dos Estados Unidos e foi publicada na Nature Materials.

*INFO Online

Efeitos da seca na Amazônia

Agência Fapesp* - 04/08/2010 -

Pesquisas recentes sobre o impacto das secas na região amazônica têm chegado a resultados contraditórios sobre como as florestas tropicais reagem a um clima mais quente e mais seco.
Um novo estudo, feito por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos, examina a resposta da Amazônia a variações nas condições climáticas, especificamente considerando como essas mudanças podem influenciar a produtividade da floresta.
Os resultados fornecem um possível contexto para explicar por que estudos anteriores obtiveram conclusões diferentes. A pesquisa – feita por cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), da Universidade da Flórida em Gainesville e do Centro de Pesquisa Woods Hole – foi publicada no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
“A pesquisa se baseia em estudos de campo e de sensoriamento remoto para demonstrar que florestas relativamente não mexidas são bem tolerantes à seca sazonal, diferentemente do que ocorre em outros tipos de vegetação e em florestas gravemente modificadas”, disse Paulo Brando, do Impa, autor principal do artigo.
“Nosso estudo também aponta diversos mecanismos potenciais de controle das oscilações sazonais e interanuais na produtividade da vegetação pela bacia amazônica. Até agora, discussões sobre esses mecanismos não têm ocorrido no debate científico a respeito de como a Floresta Amazônica responde às mudanças climáticas globais”, destacou.
Os pesquisadores usaram dados das estações secas no período entre 2000 e 2008, obtidos pelo Índice de Vegetação Avançada do Modis, equipamento de produção de imagens instalado nos satélites Acqua e Terra. As informações foram integradas com dados climáticos de 1996 a 2005, registrados por 280 estações meteorológicas.
Relações estatísticas entre os índices de vegetação e diversas variáveis também foram analisados para toda a bacia do Rio Amazonas e para uma área bastante estudada no Rio Tapajós.
Como as mudanças climáticas globais poderão fazer com que as secas se tornem tanto mais frequentes como mais intensas na Amazônia, o estudo reforça a importância das estratégias de conservação na região.
Mas os autores ressaltam que o estudo demonstra que a resposta da floresta à seca é muito complexo e que mais trabalhos de pesquisa são necessários para examinar as respostas da Floresta Amazônica à seca e como essas respostas serão expressas no futuro.
O artigo Seasonal and interannual variability of climate and vegetation indices across the Amazon (doi/10.1073/pnas.0908741107), de Paulo M. Brando e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.0908741107.

Música/vídeo:"EARTH SONG"(Canção da Terra)

POSTANDO NOVAMENTE, A PEDIDOS...UMA CANÇÃO GENIAL E EMOCIONANTE DO INIGUALÁVEL E QUERIDO MICHAEL JACKSON...PARA TOCAR OS NOSSOS CORAÇÕES!

Fraldas ecológicas

Earth Baby, feita a partir de materiais biodegradáveis, é solução para o problema da destinação de fraldas descartáveis

Segundo o site “Na lata”, somente no Brasil mais de 17 milhões de fraldas descartáveis são jogadas no lixo diariamente. Nos Estados Unidos, o número é ainda maior, chegando a 18 bilhões por ano. Levando-se em conta que uma fralda leva, em média, 500 anos para se decompor, dá para calcular o tamanho do impacto ambiental que um filho pode gerar.

Pensando nisso (e, lógico, na impossibilidade de se retroceder às fraldas de pano!), 3 pais-designers da Califórnia criaram a Earth Baby, uma fralda descartável fabricada a partir de materiais totalmente biodegradáveis, como plástico feito de milho e polpa de madeira certificada. Além de se transformarem em composto orgânico dentro de apenas 14 semanas, essas fraldas têm mais uma vantagem: por uma taxa de 30 dólares mensais, o fabricante entrega e recolhe as fraldas toda semana na casa dos clientes e as encaminha para compostagem.


Leia mais em: http://nalata.org/