domingo, 2 de novembro de 2014

ÁGUA: PARA QUE ELA SERVE / A FALTA D'ÁGUA

A crise no abastecimento de água em São Paulo merece uma atenção especial, pois, como já sabemos, a água desempenha um papel importantíssimo na vida da humana. (AUTOR: Autor(a)Marcos Augusto da Silva Braga - BLOGGER "SER MELHOR" ) A água representa para a humanidade pelo menos quatro aspectos de significados importantes, são eles transporte, geração de energia elétrica, irrigação e fonte de alimentos. Aproximadamente três quartos de água cobrem a superfície do nosso planeta. O volume de água existente na Terra é de quase um milhão e meio de Km3, dos quais 95,5% são de águas do mar (salgada) e 2,2% são das calotas polares e geleiras, restando apenas 2,3% de água potável para utilização, incluindo aquela dos lagos, cursos d'água e da atmosfera, mas principalmente a água do solo e subsolo. Esta é a água que sustenta a vida na Terra; "Terra, planeta água", como diz a canção. Em meados dos anos 90, quando cursava o colegial (atual ensino médio), lembro de ter assistido uma aula de geografia sobre ecologia e a água, meu professor da época falava sobre o abastecimento de água em São Paulo e da importância da proteção dos mananciais da região metropolitana, também falou que no século XXI a escassez de água seria o principal problema a ser enfrentado pela humanidade, sendo que, segundo dados da época, a crise no abastecimento de água poderia matar de sede 25 milhões de pessoas no mundo, e dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) também mostravam que 80% das doenças, principalmente em crianças, são provocados por falta de água limpa, devido a rios poluídos, sem vida. A crise começa a sinalizar sua gravidade nos dias atuais com notícias quase que diárias sobre o racionamento de água, escassez de chuva e poluição dos lençóis freáticos. Existem muitos tipos de poluição da água, os principais são: a poluição por agrotóxicos não biodegradáveis, que usados de modo incorreto acabam contaminado não somente os alimentos cultivados mas também os rios e mares (os agrotóxicos se acumulam no decorrer da cadeia alimentar, sendo que esses alimentos são os principais causadores de câncer em países do terceiro mundo); poluição por metais pesados liberados pela atividade industrial química e metalúrgica, que também se acumulam no decorrer da cadeia alimentar, eliminando e contaminando os peixes, deixando-os impróprios para o consumo; poluição térmica, água aquecida liberada por usinas nucleares de eletricidade, que causa o aumento do número de microorganismos e a diminuição da solubilidade de gases na água, principalmente oxigênio, impossibilitando a vida aquática; poluição por nitratos e fosfatos que são usados em adubos químicos e na formulação de detergentes domésticos, que também são nutrientes para os microorganismos aquáticos; e poluição por materiais orgânicos, que normalmente é o esgoto doméstico, que também faz aumentar os nutrientes na água, aumentando os microorganismos que consomem o oxigênio, impossibilitando a vida, resistindo apenas bactérias anaeróbicas. Este último tipo de poluição ocorre, por exemplo, no rio Tietê, no trecho metropolitano de São Paulo. Como se pode constatar poluir é muito fácil, mas preservar e cuidar do meio é trabalho árduo e diário. A tarefa de tratamento dos esgotos domésticos e industriais da cidade de São Paulo é tarefa da SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) com suas estações de tratamento e o trabalho de recuperação dos rios e mananciais, porém a prevenção e proteção depende de todos os cidadãos brasileiros, e principalmente que o governo adote uma postura ecológica mais adequada. O crescimento descontrolado e sem planejamento das cidades, principalmente na cidade de São Paulo, fez com que as pessoas de baixa renda fossem empurradas para as regiões periféricas, onde construíram barracos e favelas, nessas localidades não há um trabalho de saneamento básico adequado, pois lá encontramos esgotos a céu aberto e crianças brincando próximo (e às vezes dentro) desses esgotos. Outro fato importante é a construção de favelas próximos aos mananciais e represas de água de São Paulo, onde o risco de contaminação da água é evidente e inevitável, tornando-a imprópria para o consumo. Apesar de ocorrer essa contaminação constante, ela só não explica a falta d'água em São Paulo, sendo que boa parte da responsabilidade também é do desperdício! Como deixar a torneira aberta, furos na tubulação, banhos demorados, lavar a calçada em vez de varrer, etc. A SABESP garantiu que só pode fornecer água com qualidade até o ano de 2010. A população mundial quadruplicou desde 1900 e o consumo de água, no mesmo período, aumentou quase dez vezes, esse crescimento populacional exige maior demanda de recursos híbridos, que não pode ser atendida pelo ciclo natural hidrográfico e consequentemente a qualidade da água é progressivamente prejudicada. A única forma de evitar um mal maior são medidas em prol da conservação ambiental, e educação, pois conduz as pessoas a uma compreensão maior do funcionamento dos sistemas naturais e habilita para a prática da conservação da natureza, evitando o desperdício e a poluição, além de instruir outras pessoas a fazerem o mesmo. Todos nós devemos colocar em prática ações que visem um uso racional da água, para isso podemos começar pela nossa própria casa, procurando buracos na tubulação de água, usando produtos biodegradáveis, não tomar banhos demorados, não deixando a água escoando quando estiver lavando a louça ou escovando os dentes ou varrendo a calçada. Ao invés de lavar com a mangueira, mas se precisar de usar a água para limpar os dejetos da calçada, use um balde com água, sabão e esfregão. Podemos também realizar ações comunitárias como comunicar a SABESP sobre possíveis vazamentos na rua, orientar os vizinhos a seguir nossos exemplos acima, procurar lavar o carro em locais que não desperdiçam a água e a reutilizam. Além de tudo isso podemos estimular discussões sobre a poluição e o desperdício da água nas escolas, reuniões do condomínio, com os amigos, no trabalho, etc. Cabe a cada pessoa pensar e sugerir formas de como utilizar a água adequadamente, e colocar em prática as sugestões. Vamos começar desde já!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

HORTA VERTICAL: Uma grande idéia!

(Fonte: Blogger de Carol Morais, nutricionista) Olá! Você é daqueles que vive dizendo que queria ter uma horta em casa para ter sempre ervas frescas, mas não tem espaço? E quem foi que disse que é preciso ter um quintal enorme para ter uma horta?! Faz uma horta vertical! Hoje em dia, os espaços domésticos estão ficando cada vez menores, mas nós precisamos saber aproveitar ao máximo o pouco espaço que temos para encher nossa vida de alegria. Por isso que é a horta vertical é uma excelente ideia. E então, já está super animado com a possibilidade de ter as suas próprias ervas fresquinhas para aromatizar e dar sabor às receitas, ali mesmo em casa, à mão, na hora de cozinhar? A horta vertical pode ser feita em espaços super pequeninos! Numa varanda ou até mesmo na cozinha… Basta ter atenção com a luz, o ideal é que o lugar não esteja exposto ao sol por muitas horas, quatro horas seria o suficiente, porque algumas ervas são muito delicadas. Mas depende muito da erva que você vai plantar, o melhor é seguir as indicações da embalagem das sementes. Então, vamos nos inspirar?! IDEIAS CRIATIVAS DE HORTA VERTICAL 1. HORTA VERTICAL NA SAPATEIRA: Esta ideia é muito simples e criativa, basta colocar as mudinhas no lugar dos sapatos e voilá! fale-com-a-nutricionista-horta-vertical 2. HORTA VERTICAL COM GARRAFA PET: Dê um fim digno às garrafas pets, já que o que elas traziam dentro originalmente não era lá grande coisa! Use-as como vaso para as suas ervas. Você pode pendurá-las por cabos no teto (como na foto), ou fazer uma armação em madeira. Uma escada ou estrado velho de cama também podem servir maravilhosamente como suporte ;) horta-vertical-garrafa-pet 3. HORTA VERTICAL COM TUBOS DE PVC: Esta ideia também é super prática e barata. Escolha um tubo de PVC de 100mm, corte-o (como na foto) e pronto! Você pode prender na parede com cabos na altura que desejar. Se quiser dar mais graça à sua horta vertical, você pode pintar o tubo! Mas pinte depois de cortar e antes de fazer a horta. fale-com-a-nutricionista-horta-tubo-pvc CUIDADOS PARA PREPARAR AS MUDAS DA HORTA VERTICAL Independentemente do que você for plantar, é importante colocar argila expandida, antes da terra com o composto orgânico, que é para a terra não ficar encharcada e as raízes não apodrecerem. E lembre-se: nada de agrotóxicos! E então, o que você vai plantar na sua horta vertical? Cebolinha, salsa, alecrim, manjericão, hortelã…

sábado, 17 de maio de 2014

VOCÊ pode salvar a Amazônia!

Exploração madeireira seletiva & degradação
(Fonte: Greenpeace ) A exploração madeireira seletiva é um importante agente de degradação florestal. É bem documentado que a extração seletiva de árvores de mogno na floresta amazônica primária foi um grande impulsionador do início do processo de fragmentação da floresta até o comércio dessa espécie ser estritamente controlado em 2003 pela CITES, o que reduziu substancialmente a escala do problema. A exploração madeireira de mogno também foi o primeiro passo em um processo de colonização envolvendo agricultura e queimadas. Colonos avançaram ao longo de uma estrada construída por empresas, desmatando áreas abertas pelos madeireiros e convertendo-as em lavouras e pecuária. O assentamento agrícola ao longo de estradas leva à degradação e, finalmente, ao desaparecimento da floresta nativa restante. Mesmo que o comércio de mogno tenha sido controlado, a extração seletiva de madeira continua a ser um enorme problema na Amazônia, com consequências semelhantes. Se não for controlada, a degradação da floresta acabará por levar ao desaparecimento de áreas inteiras de floresta. Um dos principais impulsionadores da degradação, hoje, é a demanda por espécies de alto valor, tais como o "ipê". Ipê – o novo mogno O grupo de espécies conhecidas como ipê (Handroanthus spp.13) tem sido considerado como o “novo mogno” por serem madeiras altamente procuradas e valorizadas no mercado, além de estarem sendo coletadas de forma muito semelhante14. Uma árvore grande de ipê apresenta flores cor-de-rosa, roxas, amarelas ou brancas brilhantes em setembro – distinguindo-se do resto das outras árvores da época. É uma madeira valiosa e conhecida por sua durabilidade, força e resistência natural ao envelhecer. O ipê cresce na Amazônia em uma área de dispersão, aparecendo, em média, uma árvore a cada dez hectares15. Isto significa que grandes áreas de floresta precisam ser abertas para acessar esta espécie valiosa. Ironicamente, o ipê é sobretudo conhecido por ser uma árvore plantada em diversas cidades brasileiras. É considerada a “espécie típica do Brasil”, e parte integrante da história indígena como a madeira usada para a fabricação de arcos e flechas. A casca do ipê também é conhecida por suas propriedades medicinais pelas indústrias farmacêuticas e pela medicina tradicional, além de ser usada como remédio para úlceras, câncer e artrite, entre outras doenças16. A madeira do ipê tem sido considerada a melhor opção para a produção de pavimentos comerciais e residenciais, frequentemente dada como uma alternativa “verde”, pois não requer tratamento com produtos químicos tóxicos. No mercado do “faça você mesmo” (“do it yourself”), o ipê – também conhecido como noz brasileira ou lapacho – é vendido como deques e pisos. Nos Estados Unidos, é usado por muitos píeres icônicos e calçadões em lugares como Nova Jersey, Califórnia e Nova Iorque (incluindo a Ponte do Brooklyn). Na Europa, ele tem sido usado como pavimentos em edifícios importantes, incluindo o World Trade Center em Genebra e a Biblioteca Nacional de Paris (Bibliothèque François Mitterrand). No Brasil, o ipê é encontrado em muitas cidades e recentemente foi usado como piso na Biblioteca Presidencial do Palácio do Planalto. Mesmo deixando de lado o impacto da exploração madeireira ilegal, espécies de ipê estão em sério risco de sobre-exploração. As empresas madeireiras têm permissão para derrubarem 90% das espécies de tamanho comercial já adulto, com um segundo corte permitida após 35 anos. No entanto, estima-se que, depois de uma derrubada inicial de 90% das espécies, levaria pelo menos 60 anos para uma única espécie (Handroanthus impetiginosus) recuperar os volumes comerciais nos níveis da pré-colheita. O ipê é hoje a madeira tropical brasileira mais valiosa, e está entre as mais caras no mundo. Enquanto os volumes de ipê colhidos e exportados diminuíram nos últimos anos, o preço continua a aumentar – o que tem direcionado os madeireiros cada vez mais para dentro da floresta em busca dela. Esta prática madeireira ilegal ocorre por falta de governança em áreas públicas, terras indígenas e outras áreas protegidas; falta de capacidade de controle e execução pelas autoridades locais; alta demanda por madeira, incluindo espécies de alto valor; compensação ilegal de madeira ilegal; uso indevido de inventários dos planos de manejo florestal e a “lavagem” da madeira ilegal através de documentos autênticos – nomeadamente através da criação de créditos virtuais de manejo florestal aprovados, mas de planos florestais não controlados. O sistema de controle do setor de madeira brasileira na Amazônia é fraco e facilmente explorável. Estudos têm demonstrado grandes discrepâncias entre as áreas autorizadas e aquelas efetivamente exploradas27. O sistema de licenciamento e controle dos planos de gestão florestal oficiais em âmbito nacional é estruturalmente falho, levando ao crime sistêmico no setor de registro. Grandes quantidades de madeira ilegal entram em mercados nacionais e internacionais de madeira após serem lavadas, apesar do uso de “documentos oficiais”. Os madeireiros são capazes de fabricar documentos de autorização legal para lavar madeira ilegalmente. De acordo com o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), a agência ambiental federal responsável pelo monitoramento, fiscalização e controle das atividades florestais, somente nos Estados do Maranhão e Pará, quase 500 mil m³ de madeira serrada apresentaram documentos fraudulentos em 2013 – o suficiente para carregar 14 mil caminhões. Dada a magnitude da fraude e corrupção, não há dúvida alguma que documentos administrativos emitidos no Brasil para certificação da legalidade da madeira são totalmente ineficientes e não podem ser considerados como evidência de legalidade. VOCÊ PODE MUDAR ESTA REALIDADE! ASSINE A PETIÇÃO NA PÁGINA: http://www.chegademadeirailegal.org.br/?utm_campaign=Timber_Launch&utm_source=referral&utm_medium=facebook_post&utm_content=15mai